
A Getnet divulga os resultados do índice econômico com destaques positivos no mês de maio. Nos serviços, o indicador avançou 0,4% m/m, com os serviços prestados às famílias registrando o terceiro crescimento consecutivo, porém ainda insuficiente para reverter a forte queda observada em fevereiro. Olhando a abertura do índice, os dados de alojamento e alimentação (-0,1% m/m) e outros serviços às famílias (-2,3% m/m) recuaram no mês.
No varejo, o indicador ampliado cresceu 1,9% m/m pelo segundo mês, enquanto o restrito avançou 1,7% m/m. O desempenho foi impulsionado por vestuário (+12,0% m/m), outros artigos de uso pessoal (+4,9% m/m), automóveis, partes e peças (+4,0% m/m) e materiais de construção (+1,9% m/m). Combustíveis (-2,7% m/m) e artigos farmacêuticos (-1,9% m/m) tiveram quedas no período.
Seguimos observando sinais conflitantes entre a política monetária contracionista e os estímulos fiscais iniciados no 1T26. Os economistas responsáveis pelo resumo projetam arrefecimento da atividade no segundo trimestre.
“Os dados de maio mostram crescimento tanto em serviços quanto no varejo, mas a abertura dos indicadores sugere um desempenho heterogêneo da atividade no segundo trimestre. Seguimos observando os efeitos combinados da política monetária restritiva e dos estímulos fiscais, o que reforça nossa expectativa de desaceleração gradual da atividade econômica ao longo do segundo trimestre”, explica Gabriel Couto, economista do Santander.
IGet Serviços cresce em maio (+0,4% m/m). O segmento de serviços prestados às famílias fechou no positivo pela terceira vez consecutiva, mas, não o suficiente para recuperar da forte queda de fevereiro. Na métrica interanual, o indicador continua em queda (-3,3% a/a).
Sinais negativos entre os segmentos. Os dados referentes aos serviços de alojamento e alimentação e outros serviços às famílias recuaram em maio. O segmento de alojamento e alimentação teve uma ligeira queda de -0,1% m/m. No mesmo ritmo, os dados de outros serviços às famílias mostram recuo de -2,3% m/m, devolvendo quase que integralmente o resultado de abril.
Serviços crescem, mas abertura recua. Apesar dos resultados positivos nos últimos três meses, os desempenhos não foram suficientes para recuperar o resultado negativo de fevereiro. Vemos que, a política monetária possa estar tendo uma influência mais forte nos serviços prestados às famílias e que a resiliência do mercado de trabalho e impulsos fiscais possa estar perdendo o fôlego.
Varejo avança em maio (+1,9% m/m). O indicador cresceu pelo segundo mês consecutivo. Na métrica interanual, o índice continua em queda (-0,7% a/a). O índice restrito seguiu o mesmo ritmo e cresceu +1.7% m/m, sendo o primeiro resultado positivo do IGet restrito em 2026, na métrica interanual o índice mostrou recuo (-6,0% a/a).
Resultados majoritariamente positivo no índice restrito. Olhando para a abertura dos segmentos que compõe o índice restrito, somente combustíveis (-2,7% m/m) e artigos farmacêuticos (-1,9% m/m) recuaram em maio e cresceram este mês. Por outro lado, vestuário (+12,0% m/m); outros artigos de uso pessoal (+4,9% m/m); supermercados (+2,0% m/m) e móveis e eletrodomésticos (+0,6% m/m) cresceram em abril. Pelo segundo mês, o resultado do IGet ampliado foi influenciado pelo crescimento em ambos os segmentos: materiais de construção (+1,9% m/m) e automóveis, partes e peças (+4,0% m/m) cresceram nesse mês.
Efeitos mistos sobre a atividade em abril. Seguimos observando sinais conflitantes entre a política monetária contracionista e a impulso fiscal iniciada no 1T26. Continuamos projetando arrefecimento no segundo trimestre desse ano.