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Com bolo e programação especial, Mercado Público de Porto Alegre comemora 157 anos

Foram distribuídas 1.157 fatias ao público presente na comemoração e aos mercadeiros. Foto : Mauro Schaefer/CP

Considerado um dos grandes símbolos de Porto Alegre, o Mercado Públicocompleta 157 anos neste sábado. Para celebrar a data, o tradicional “parabéns a você” foi cantado às 12h, no espaço de eventos, com a participação do professor Elmer Fagundes e de alunos da Fábrica de Gaiteiros, projeto do músico Renato Borghetti. A programação também contou com o elemento indispensável a qualquer aniversário: o bolo. Foram distribuídas 1.157 fatias ao público presente na comemoração e aos mercadeiros.

Considerado pela prefeitura e pelo próprio Mercado como o mais antigo do Brasil, o cartão-postal da Capital resistiu a um incêndio e a duas enchentes. A celebração é destacada pelos organizadores por também continuar de portas abertas, reunindo diferentes estabelecimentos, mesmo depois das dificuldades dos últimos anos.

“O Mercado Público é a alma da cidade. É um polo cultural, econômico e social. Ele representa as nossas tradições, o nosso jeito de ser, a nossa comida, a nossa vestimenta, os nossos hábitos”, destacou o prefeito Sebastião Melo.

Ele aproveitou para ressaltar que, durante sua gestão, voltou a funcionar a parte superior do Mercado, que estava sem utilização havia mais de sete anos. Pensando no futuro do espaço, o prefeito defende ainda a transformação do centro de eventos em um espaço gastronômico. Atualmente ocupado por feiras, o local poderá, segundo Melo, ganhar mesas e uma estrutura voltada à alimentação, inspirada em mercados europeus. “O mercado tem que ter gente, tem vida, tem que ser atrativo para a cidade.”

Tradições dos frequentadores

Se para gestores e mercadeiros, o Mercado representa tradição e renovação, para quem frequenta o espaço a relação é também afetiva. Eloí Correa, de 70 anos, mora em Porto Alegre há 18 e conta que mantém no Mercado parte dos hábitos que trouxe para a cidade. “Já faz 18 anos que eu vim morar em Porto Alegre e gosto muito daqui. A minha erva é daqui, a linguiça branca, tudo quanto é coisa”. Cleusa Borte, de 67 anos, também construiu uma relação duradoura com o espaço. “Faz 45 anos que eu moro aqui e amo vir no mercado. Já almoçamos várias vezes aqui.”

Para quem trabalha nas bancas, a história também é feita de conquistas pessoais. O gerente da Banca 10, Mateus de Souza dos Santos, trabalha no local há 15 anos e vê no espaço, que vende frutas, verduras e legumes, um marco de sua própria trajetória. “Para mim, o Mercado é sinônimo de renovação e de novo começo.”

“Tudo que tenho hoje, é pouco, mas foi o mercado que me deu, com trabalho e muito esforço”, complementa. A rotina também criou laços entre os trabalhadores, segundo ele. “Aqui é um lugar que acolhe as pessoas. Todo mundo que trabalha aqui, fica 12 horas por dia, de segunda a domingo. Então, a gente tem uma família aqui dentro”, afirma.

Planos para o futuro

Para o presidente da Associação do Comércio do Mercado Público Central de Porto Alegre (Ascomepc), Jefferson Calvi Sauer, a comemoração é uma oportunidade de celebrar a história do prédio e a todos que mantêm essa história em movimento. “O que mantém vivo o mercado são os nossos clientes, mercadeiros, fornecedores e todas as pessoas que fazem desse prédio histórico da nossa cidade ter vida”, afirma. Para ele, a data celebra uma trajetória marcada pela capacidade de superar dificuldades. “É um dia de comemorar essa história viva do mercado, de resiliência, de muita tradição e que representa o nosso Estado e nossa cidade.”

Fonte: Correio do Povo

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