
Invisíveis para a maior parte da população, os cabos submarinos respondem por mais de 95% do tráfego internacional de dados e sustentam a infraestrutura da economia digital. O avanço da inteligência artificial, da computação em nuvem e da crescente demanda por conectividade ampliou ainda mais sua importância estratégica, ao mesmo tempo em que as tensões geopolíticas passaram a colocar essa infraestrutura no centro das discussões sobre soberania digital, segurança e competitividade entre países.
O painel “O fundo do mar virou peça crítica da nova infraestrutura digital?” integra a trilha Segurança, Soberania & Regulação da programação do Futurecom 2026, realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, no São Paulo Expo. O debate será realizado no dia 7 de outubro, às 15h20, no Palco 3, com mediação de Peter Wood, da TeleGeography, e reunirá Marco Canongia, membro do Comitê Brasileiro de Proteção de Cabos Submarinos (CBPC); Reinaldo Jeronymo, CEO da YOFC; e Rafael Lozano, CEO da TelCables Brasil.
Entre os temas em debate estarão a nova geopolítica da internet impulsionada pelos cabos submarinos, a vulnerabilidade e a proteção dessa infraestrutura crítica, além dos investimentos e das rotas estratégicas para ampliar a conectividade do Brasil com o restante do mundo. Também serão discutidos os desafios para garantir a continuidade das comunicações globais diante de acidentes, desastres naturais, falhas técnicas e possíveis atos de sabotagem.
EXPANSÃO DA INFRAESTRUTURA
Os especialistas também analisarão como diferentes países vêm ampliando a implantação de novas rotas e mecanismos para aumentar a resiliência de suas redes internacionais. Para o Brasil, a expansão da infraestrutura submarina representa uma oportunidade de fortalecer sua posição como hub regional de conectividade, aprimorando a troca de dados, atraindo novos investimentos em data centers e consolidando sua relevância na economia digital da América Latina.
Outro ponto da discussão será o papel da cooperação entre governos, operadoras, empresas de infraestrutura e organismos internacionais na proteção dos sistemas submarinos, considerados essenciais para o funcionamento de serviços financeiros, plataformas digitais, telecomunicações, comércio eletrônico e aplicações de inteligência artificial.
“A transformação digital depende de uma infraestrutura que muitas vezes permanece invisível para a sociedade, mas que é absolutamente essencial para a economia global. À medida que cresce a demanda por conectividade, computação em nuvem e inteligência artificial, os cabos submarinos ocupam posição estratégica nas discussões sobre segurança, soberania digital e desenvolvimento econômico. O Futurecom reúne especialistas internacionais para discutir como o Brasil pode fortalecer sua infraestrutura e ampliar sua relevância nesse cenário”, afirma Fernando D’Áscola, Head de Infra & Tech Business da Informa Markets.
O Futurecom 2026 reúne especialistas, empresas, autoridades públicas e lideranças do setor para discutir os principais movimentos da economia digital. Realizado simultaneamente ao Data Center World Brasil (DCW), evento dedicado à infraestrutura crítica que sustenta a transformação digital, o encontro conecta os debates sobre conectividade, inteligência artificial, computação em nuvem, data centers e cibersegurança.


