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BC divulga conteúdo da Ata do Copom nesta terça

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Nesta terça-feira, 21, o Banco Central divulga a ata da reunião em que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que reduziu a Selic de 14% para 13,75%. Foi o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual. O comunicado reconheceu com maior clareza a desaceleração dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico e a moderação da inflação. Ao mesmo tempo, manteve a avaliação de que o mercado de trabalho continua aquecido, as expectativas permanecem desancoradas e o balanço de riscos apresenta assimetria para cima.

A projeção de inflação no primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante, permaneceu em 3,2%. Para 2026, a estimativa subiu de 5,1% para 5,2%; para 2027, passou de 3,8% para 3,9%. A trajetória utilizada pelo BC incorpora as expectativas do Focus, que indicam Selic de 13,75% no fim de 2026 e de 12% no encerramento de 2027. Portanto, a projeção de inflação próxima da meta não representa, isoladamente, uma indicação de novo corte ainda neste ano.

Conforme o analista da Investing.com Leandro Manzoni, a ata será importante para entender qual conjunto de condições poderá prevalecer em novembro. Para favorecer a continuidade do ciclo, o documento precisará demonstrar maior confiança em:

  • desaceleração dos setores cíclicos;
  • abertura gradual do hiato do produto;
  • transmissão dos juros para o crédito e o consumo;
  • e continuidade da desinflação dos núcleos e dos serviços.

A possibilidade de pausa ganhará força se o Copom enfatizar:

  • mercado de trabalho ainda aquecido;
  • hiato do produto positivo;
  • persistência da inflação de serviços;
  • expectativas acima da meta;
  • estímulos fiscais ao consumo;
  • e riscos provenientes do petróleo, dos derivados e dos efeitos climáticos sobre alimentos e energia.

Itaú, BTG Pactual e Rabobank projetam pausa em 13,75%, embora reconheçam a possibilidade de outro corte. O Goldman Sachs considera novembro uma reunião aberta, mas vê espaço limitado para flexibilização adicional diante das projeções ainda acima da meta.

A InfoEconomics mantém a projeção de cortes de 0,25 ponto em novembro e dezembro, levando a Selic a 13,25%. Esse cenário depende da continuidade da desaceleração da atividade e da inflação subjacente, sem deterioração relevante das expectativas, do câmbio ou do risco fiscal.

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