
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta sexta-feira, 12, o resultado do IPCA de maio. Analistas do mercado financeiro acenam para o fato de que este desempenho poderá ser determinante para um novo corte da taxa Selic como resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que acontece nos dias 16 e 17 de junho.
Para Róridan Duarte, membro da Comissão de Política Econômica do Conselho Federal de Economia (Confecon), devido aos fatores externos já conhecidos, e que pressionam os índices desde março, é possível esperar uma continuidade nesse perfil mais pressionado do IPCA, posto que as causas permanecem presentes, e ainda com efeitos diferidos em maio e provavelmente nos próximos dois meses. “Por outro lado, não creio numa explosão do índice. Combustíveis e transportes ainda não devem refletir as medidas do governo para sua moderação, talvez somente no próximo índice, o de junho. Com isso alimentos devem continuar pressionando o índice, assim como o núcleo de serviços, dado o mercado de trabalho aquecido”, comenta Duarte.
Mais o mais importante, no seu entendimento, é a análise anual do índice e sua tendência para os meses seguintes, o que pode trazer ainda alguma esperança de acomodação de preços no índice anualizado a partir deste segundo semestre, mantendo-o próximo ao teto da meta ou apenas ligeiramente acima.
Já para Marisa Rossignoli, Conselheira do Corecon-SP e professora de Economia da Universidade de Marília (UNIMAR), há dois elementos que podem considerar na expectativa: O IPCA-15 que foi divulgado em maio e serve como uma referência apresentou uma variação de 0,62%, o boletim Focus mostra que o mercado em uma semana elevou a previsão do indicador de 5,09% para 5,11%, e se analisarmos do último mês a elevação de previsão foi maior: de 4,91% para 5,11%.
“O IPCA não obrigatoriamente será igual ao IPCA-15 pois muda o período de medição, mas o que já podemos dizer é que há uma preocupação com a elevação da inflação acima da meta que pode impactar na próxima reunião do Banco Central para determinação da SELIC”.


