
O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) de junho de 2026 registrou alta de 0,10%. Com este resultado, a variação acumulada em 12 meses passou de 5,42% em maio para 4,46% em junho. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 08, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGVIbre). Porto Alegre seguiu com movimento moderado, com desaceleração de 0,65 pontos percentuais, com a taxa recuando de 3,71% para 3,06%.
“O IVAR de junho de 2026 registrou alta de 0,10%, resultado mais moderado do que o observado em maio, refletindo principalmente o recuo mensal dos aluguéis em São Paulo — mercado de maior peso na composição do índice. Esse movimento localizado foi suficiente para conter o resultado agregado, mesmo com a manutenção de reajustes positivos nas demais capitais pesquisadas. Com isso, a taxa acumulada em 12 meses voltou a desacelerar, interrompendo a trajetória de aceleração observada em maio. Esse comportamento é coerente com o cenário que venho descrevendo: o patamar ainda restritivo da taxa de juros segue limitando a capacidade de repasse por parte dos locadores, ao mesmo tempo em que a moderação do IPCA e do IGP-M reduz o piso dos aumentos.”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
Em junho de 2026, o IVAR registrou alta mensal dos aluguéis em três das quatro capitais pesquisadas. No Rio de Janeiro, os preços avançaram 0,35%, a maior variação entre as capitais. Em Belo Horizonte, os aluguéis subiram, em média, 0,34%. Em Porto Alegre, o aumento foi de 0,33%. Por fim, São Paulo foi a única capital a apresentar queda, com recuo de 0,19% nos preços de locações residenciais.
A leitura interanual do aluguel residencial ganhou fôlego em duas das quatro capitais analisadas. O Rio de Janeiro liderou a aceleração, com a taxa em 12 meses saltando de 2,10% em maio para 5,87% em junho de 2026. Em Belo Horizonte, o movimento também foi significativo: a taxa de variação passou de 5,28% para 7,07% no mesmo período. Entre as capitais que desaceleraram, São Paulo mostrou ajuste mais intenso, com a taxa em 12 meses recuando de 7,56% para 3,95%.


