
O Ibovespa B3 abriu o mês de novembro em baixa, com questões do cenário local e principalmente, puxado pelos papéis da Petrobras. A principal referência do mercado acionário brasileiro recuou 1,42%, aos 165.528,92 pontos, nesta terça-feira (3). O principal fator de queda da Petrobras no pregão foi a baixa nos preços do petróleo no mercado internacional. Após a commodity cair mais de 7% na segunda-feira, ela voltou a perder valor hoje, com menos o Brent para janeiro fechando em queda de 1,11%, a US$ 103,60 o barril. O movimento levou não só as ações da Petrobras para o vermelho, mas também a de outras petros juniores, como PRIO, PetroReconcavo e Brava Energia.
No cenário local, o Boletim Focus trouxe que o mercado financeiro elevou as projeções para a taxa básica de juros (Selic), a inflação e o dólar neste ano e reduziu, pela terceira semana consecutiva, a estimativa de crescimento da economia. Os investidores também aguardam a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que acontecerá nesta quarta-feira, e definirá a taxa Selic nos próximos 45 dias.
Hoje, as Opções de Copom negociadas na bolsa brasileira indicam probabilidade implícita de 72,50% da Selic em 13,75% ao ano. Enquanto 26% esperam um corte de 0,25 pp levando a taxa de juros para 13,50% ao ano. Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 168.005,46 pontos na máxima intradiária e 164.446,56 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 42,5 bilhões. A baixa das commodities e os ruídos internos fizeram a moeda norte-americana ganhar terreno ante o real. No fim do dia, o dólar comercial subiu 0,79%, a R$ 5,48.
Bolsas de Nova York
Chegou a vez dos EUA olharem para o universo político, com as eleições de meio de mandato acontecendo nesta terça-feira. Contudo, as bolsas de Nova York repercutiram mais a queda dos preços do petróleo. Assim, no pregão, o Dow Jones recuou 0,40%, o S&P 500 subiu 0,36% e o Nasdaq ganhou 0,83%. (*) com B3

