
A primeira semana de novembro será marcada por alto risco de temporais e chuva volumosa no Sul do Brasil. De acordo com a MetSul Meteorologia, a previsão indica possibilidade de tempestades localmente fortes a severas nos três estados da região, com risco de granizo e vendavais.
O começo da semana ainda terá períodos de sol, temperaturas elevadas e instabilidade isolada, provocada pelo ar quente de origem tropical. No entanto, as condições meteorológicas devem se deteriorar a partir de quarta-feira (4), com a formação de um centro de baixa pressão atmosférica que vai se deslocar do Nordeste da Argentina em direção ao Rio Grande do Sul.
A interação entre esse sistema e o ar tropical quente e úmido deve favorecer a formação de fortes áreas de instabilidade sobre o território gaúcho. A previsão é de chuva forte a intensa e temporais de diferentes intensidades ao longo do dia.
Embora a instabilidade mais intensa deva se concentrar inicialmente no Rio Grande do Sul, a chuva e os temporais também devem avançar para municípios de Santa Catarina e do Paraná, especialmente entre a tarde e a noite de quarta-feira.
Na quinta-feira, a instabilidade mais forte deve se deslocar para Santa Catarina e o Paraná. No Rio Grande do Sul, ainda há previsão de chuva em pontos do Estado, principalmente na Metade Norte.
Volumes de chuva podem chegar a 200 mm
Segundo a MetSul, a intensa instabilidade prevista para o meio da semana poderá provocar volumes elevados a muito altos de chuva em parte da Região Sul. As projeções dos modelos meteorológicos alemão Icon e britânico UKMET indicam acumulados expressivos entre o Noroeste e o Norte do Rio Grande do Sul, além de áreas de Santa Catarina e do Paraná.
Nessas regiões, os volumes de chuva podem variar entre 100 mm e 200 mm ao longo da semana, sem descartar marcas isoladas ainda maiores.
A chuva volumosa aumenta o risco de alagamentos, inundações repentinas, enxurradas e cheias de rios. A MetSul ressalta que a instabilidade não deve ficar restrita às áreas inicialmente indicadas nos mapas de previsão. Há também projeções que apontam possibilidade de volumes elevados em outras regiões do Sul do Brasil, incluindo o Oeste e o Centro do Rio Grande do Sul.
Fonte: R7

