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PF indicia Vorcaro, ex-presidente do BRB e outros 13 por fraudes do Banco Master

Foto: Divulgação – Arquivo R7

A Polícia Federal formalizou no STF (Supremo Tribunal Federal) o indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro (do Banco Master) e do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, além de outros investigados, no âmbito do inquérito que apura as irregularidades na injeção de cerca de R$ 17 bilhões do banco público no conglomerado privado.

Daniel Vorcaro e os demais indiciados devem responder pelos crimes de gestão fraudulenta, indução de investidores a erro, fraude à fiscalização bancária, integração em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

No documento, a polícia diz que, com o objetivo de contornar restrições de liquidez e exigências do CMN (Conselho Monetário Nacional), a gestão do Banco Master utilizou planilhas eletrônicas para simular a existência de créditos consignados.

Segundo a PF, foram registradas em sistemas internos carteiras de empréstimos sem respaldo em operações reais. Com base nesses dados, o banco emitia Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) sem a documentação comprobatória correspondente.

Assim, tais títulos eram registrados na B3 e repassados ao BRB, resultando na transferência de recursos financeiros para a instituição privada.

A apuração apontou que a cúpula do BRB descumpriu normas internas e diretrizes de controle ao adquirir os referidos ativos. O banco público realizou as aquisições sem promover a auditoria e a checagem da existência física dos devedores ou dos contratos.

Risco

Além disso, segundo a PF, as compras de carteiras eram fatiadas em montantes de até R$ 750 milhões, mantendo a deliberação na esfera da Diretoria Colegiada (DICOL) e evitando a submissão ao Conselho de Administração (CONSAD).

De acordo com a corporação, a diretoria deu continuidade às aquisições mesmo diante de relatórios da área de riscos do BRB que indicavam escassez de liquidez e queda no Índice de Liquidez de Curto Prazo para níveis abaixo dos limites regulatórios.

Diante de pendências operacionais em determinados lotes, a instituição aceitou a substituição dos papéis por novos pacotes de ativos de origem duvidosa, mantendo a exposição financeira do banco público até a intervenção do Banco Central.

Do total de R$ 17,5 bilhões em ativos cedidos ao BRB entre julho de 2024 e outubro de 2025, a Polícia Federal identificou que pelo menos R$ 12,2 bilhões correspondiam a operações sem a devida comprovação de existência.

Justificativas inconsistentes

Ao fim, a PF diz que após questionamentos do Banco Central sobre a origem do volume expressivo de ativos, os investigados apresentaram justificativas inconsistentes. Inicialmente, atribuíram os créditos a duas entidades associativas do Estado da Bahia (ASTEBA e ASSEBA).

Posteriormente, a origem foi redirecionada à empresa Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações S.A. Perícias técnicas demonstraram que a Tirreno atuava como empresa de fachada (“empresa de prateleira”), sem capacidade operacional, quadro funcional compatível ou movimentação financeira real, operando por meio de conta de repasse no próprio Banco Master.

Fonte: R7

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