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Obras no Colégio Estadual Félix da Cunha, em Pelotas, devem ser concluídas em novembro

Foto: João Pedro Rodrigues / Governo do Estado / Divulgação

O Colégio Estadual Félix da Cunha, em Pelotas, está com pouco mais de 80% de suas obras de restauração concluídas. Na manhã desta segunda-feira, o local recebeu a visita do governador Eduardo Leite. Ele estava acompanhando da secretária-adjunta de Obras Públicas, Elis Bueno, e da secretária da Educação, Stefanie Eskereski. Com investimento de R$ 1,2 milhão, a intervenção integra o conjunto de ações do governo para recuperar e preservar edificações históricas.

A Secretaria de Obras Públicas (SOP) é responsável pela execução e fiscalização dos serviços. A previsão é que o trabalho seja concluído até o final de novembro. Fundado em 1913, o Félix da Cunha foi o segundo colégio primário público e laico de Pelotas. A cerimônia de inauguração teve como orador o escritor gaúcho Simões Lopes Neto. Mais de um século depois, a instituição segue em atividade e atende 415 alunos.

A escola conta com turmas do 3º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. No local também é oferecido a modalidade de Ensino para Jovens e Adultos (EJA). Iniciada em agosto de 2025, a obra é importante para a comunidade pelotense, tanto pela relevância histórica da instituição quanto pela necessidade de reparar as condições de uso do prédio, que teve parte de sua estrutura interditada devido à precariedade da edificação. Os serviços foram organizados em duas etapas.

Na primeira, os trabalhos se concentraram nos anexos e nas áreas de acesso, com recuperação estrutural da cobertura, manutenção dos telhados, de pisos, pintura dos muros junto à quadra e reparos na rede hidráulica. Na segunda etapa, os serviços incluíram recuperação estrutural da laje do piso de acesso e dos pisos internos, manutenção da cobertura, das esquadrias, das instalações elétricas e do piso da quadra, instalação de equipamentos, colocação de pisos de madeira e pintura da edificação.

Durante a intervenção, a SOP priorizou a conservação de elementos originais da edificação, como os ladrilhos do hall de entrada, os assoalhos de madeira, as aberturas e os vitrais. Leite lembrou que seu primeiro mandato foi utilizado para quitar as dívidas e, neste segundo, que encerra em janeiro, a prioridade são as escolas. “Temos muitos desafios no Estado são 2,3 mil escolas, que durante muito tempo ficaram sem ter a devida manutenção e acabaram se precarizando muito”, admitiu.

Em Pelotas, há outras escolas estaduais que receberam melhorias. “Visitando os colégios vemos a transformação, mas aqui tem o componente de um prédio histórico que está sendo restaurado para devolver à comunidade um local bastante revitalizado. Além da reforma acontecendo, outras políticas públicas que também estimulam a escola, alunos e professores”, observou.

Leite lembrou que o investimento em educação mostrou resultados positivos tanto no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) quanto no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Não é de graça que fomos a rede estadual que mais avançou de todos os estados brasileiros nos anos finais e também no Ensino Médio. Os alunos precisam ter um ambiente que estimule a apreender e estamos fazendo isto”, assinalou.

Fonte: Angélica Silveira / Correio do Povo

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