
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu milhares de apoiadores nesta segunda-feira, em Porto Alegre, durante mobilização considerada a maior de sua campanha em solo gaúcho. Em um carro de som, acompanhado dos ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro, além do senador Paulo Paim, Lula cobrou abertura dos sigilos telefônico e bancário de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), garantindo que fará o mesmo em relação a si e sua família.
“Vou entregar procuração ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedindo abertura do sigilo bancário de Flávio Bolsonaro e do pai dele. Também abrirei sigilos meu, de meus filhos e de minha mulher, e quero que ele entregue o dele, do pai e dos irmãos. Eu quero saber onde está os R$ 134 milhões do Banco Master”, afirmou Lula.
Ademais, o presidente também xingou o candidato do PL, adicionando ter sentido constrangimento ao debater contra ele na Band. “Me senti encabulado por participar do debate com um miliciano desqualificado. É triste, mas é verdade: um presidente da republica participando de debate ao lado de miliciano, ouvindo mentiras”, disse Lula.

A coligação petista busca uma virada na disputa nacional, após Lula, que tenta o quarto mandato, ter ficado em segundo lugar na etapa anterior do pleito. Na Capital, Lula manteve a dianteira no primeiro turno mas, em comparação com 2022, fez 35 mil votos a menos. Já no restante do Rio Grande do Sul, teve 511.913 votos a menos do que na disputa de quatro anos atrás.
De acordo com o ex-deputado Edegar Pretto, coordenador da campanha de Lula no Estado, a mobilização reuniu público diverso. “Não é um movimento de partidos. Vemos participação de mulheres e jovens, que dão apoio em função de suas convicções”, considerou.
Fonte: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba

