
A uma semana do segundo turno das eleições, os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fazem agendas diferentes neste domingo (18). O senador participou de um ato na Avenida Paulista ao lado de aliados, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), e os senadores eleitos por São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Durante discurso, o candidato do PL reforçou propostas de economia e segurança pública em um eventual mandato.
Já o presidente ficou em Brasília pela manhã, alinhando estratégias de campanha. Lula também teve uma forte presença nas redes sociais, onde adiantou um trecho da nova propaganda eleitoral com um depoimento sobre a morte do ator Paulo Gustavo. Houve atos em favor do petista no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, onde centenas de eleitores jovens se encontraram, e na região central de Brasília, onde milhares se reuniram. Nenhum deles teve uma organização central, com apoiadores indo às ruas de forma espontânea.
Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro convocou uma multidão no Bloquinho do 22, ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo. O candidato do PL transformou o local em uma festa, alternando as músicas de campanha com paródias de canções de funk, axé e forró. “Vocês estão fazendo história! Faltam sete dias para nós derrubarmos o PT, e Jair Messias Bolsonaro verá o filho dele ser presidente! […] Vocês vão ver Jair Bolsonaro colocar a faixa de presidente no filho dele”, afirmou. A transmissão do ato nos canais e redes sociais da campanha reuniu milhares de usuários simultâneos. No Rio, em Minas Gerais e na região Sul, o Bloquinho 22 também dominou as ruas.
Presente ao ato, Nikolas Ferreira mirou o STF (Supremo Tribunal Federal), especialmente o ministro Alexandre de Moraes. “Ano que vem, o Flávio não vai indicar quatro ministros do Supremo, vai indicar cinco. Porque nós vamos ‘impeachmar’ Alexandre de Moraes”, disse pouco antes de iniciar o coro de “fora Moraes” seguido por “fora PT”.
Lula (PT)
Para o novo horário eleitoral exibido na TV e no rádio, a campanha de Lula escolheu enfatizar a importância da vacinação e o drama da pandemia de Covid-19. O presidente compartilhou o depoimento da apresentadora Dona Déa, mãe do ator Paulo Gustavo, que morreu em 2021 em decorrência da doença. No vídeo, ela diz que a vacina deveria ter chegado antes para combater a doença e evitar a morte de tantas pessoas, e culpabiliza o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro por esse atraso.
“O Brasil não merece reviver esse pesadelo, o descaso, a insensibilidade e o retrocesso”, escreveu o presidente na publicação. Paulo Gustavo poderia estar aqui. A vacina não chegou a tempo e a COVID-19 levou sua vida. Enquanto famílias choravam seus mortos, Bolsonaro ria da pandemia. O Brasil não merece reviver esse pesadelo, o descaso, a insensibilidade e o retrocesso.
— Lula (@LulaOficial) October 18, 2026
Durante a reunião de campanha, Lula avaliou a entrevista da lobista e empresária Roberta Luchsinger no sábado (17) à CNN Brasil, na qual ela falou sobre a relação de Fábio Luís Lula da Silva, também conhecido como Lulinha, com os ministros e o governo do pai. Segundo a avaliação interna, a repercussão das falas da empresária não tem um impacto grande na campanha.
O governo também avaliou que a PEC da Segurança não deve ser votada durante essa semana por conta da sensibilidade sobre o tema da redução da maioridade penal. Após definir estratégias internas, Lula viaja às 17 horas para São Paulo para participar de uma entrevista e do primeiro debate televisivo exibido durante essas eleições.
Fonte: R7

