
Governador e senadores eleitos, Luciano Zucco, Marcel van Hattem e Ubiratan Sanderson, pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) a inclusão de Roberta Luchsinger e duas filhas dela em programa de proteção à testemunha. Ademais, também solicitaram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, medidas da Lei Maria Da Penha contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Estamos solicitando imediatamente sua inclusão no programa de proteção à testemunha. Suas denúncias contra Lula são gravíssimas e demonstram o enorme risco de vida que ela e suas filhas correm”, afirmou Marcel van Hattem, em publicação no X.
Outros parlamentares da oposição também solicitaram medidas do tipo, como o representante da bancada do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante. Já o candidato da sigla à Presidência, Flávio Bolsonaro, publicou trechos da entrevista no Instagram e também impulsionou a tag “Fala tudo Roberta”.
Na entrevista, Luchsinger alegou sofrer ameaças. Assim, ainda levantou suspeitas sobre o acidente de carro de uma das suas filhas, no início do mês, em São Bernardo do Campo, destacando que as causas do ocorrido estão sob investigação policial.
Em nota, Lula negou envolvimento com Luchsinger, afirmando desconhecer os fatos mencionados por ela. Igualmente, adicionou que causa estranheza que as declarações dela tenham sido feitas às vésperas do segundo turno das eleições.
Leia a nota do presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desconhece inteiramente os fatos relatados pela senhora Roberta Luchsinger.
Como já esclareceu em outras ocasiões, jamais manteve qualquer interlocução com ela, nunca recebeu suas demandas e tampouco tem conhecimento de supostas tratativas como as mencionadas. Importante ressaltar que não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta.
Causa estranheza que essas declarações sejam lançadas justamente às vésperas do segundo turno da eleição.
O Brasil já assistiu, em outros processos eleitorais, à divulgação de denúncias sem comprovação, usadas como instrumento de manipulação da opinião pública.
A repetição desse expediente representa uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores.
Fonte: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba

