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Morre Chiaki Ishii, primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro, aos 85 anos

Japonês naturalizado brasileiro conquistou o bronze nos Jogos de Munique 1972 e no Mundial de 1971 – Foto: CBJ / Reprodução

Chiaki Ishii, nome histórico do judô brasileiro, morreu nesta sexta-feira (16), aos 85 anos. Pioneiro da modalidade no país, o ex-atleta conquistou a primeira medalha olímpica do Brasil no judô, com o bronze nos Jogos de Munique, em 1972. A informação foi confirmada pela CBJ (Confederação Brasileira de Judô), que ressaltou a importância de Ishii para o desenvolvimento da modalidade no país. A causa da morte não foi divulgada.

“A Confederação Brasileira de Judô lamenta profundamente o falecimento do Sensei Chiaki Ishii. Ishii marcou seu nome na história do nosso esporte. Sua trajetória é marcada pelo pioneirismo, pela dedicação incansável ao judô e por um legado incalculável dentro e fora do tatame”, disse a entidade em parte do comunicado publicado nas redes sociais.

Trajetória e legado no judô brasileiro
Chiaki Ishii chegou ao Brasil em 1964, aos 22 anos, após embarcar no porto de Yokohama, no Japão. Natural de Ashikaga, mudou-se depois de não conseguir se classificar na seletiva japonesa de judô para os Jogos Olímpicos de Tóquio, naquele ano.

Filho de um judoca que foi discípulo de Jigoro Kano, fundador da modalidade, Ishii voltou a praticar o esporte no Brasil, onde o judô já era difundido na comunidade japonesa. Após conquistar bons resultados, decidiu naturalizar-se brasileiro e tornou-se pioneiro da modalidade no país.

Primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro, Chiaki Ishii conquistou o bronze no Campeonato Mundial de 1971, realizado em Ludwigshafen, na Alemanha. As duas medalhas foram conquistadas na categoria até 93 kg.

Ishii também ajudou a formar gerações de atletas. Entre os nomes ligados a esse legado estão os medalhistas olímpicos Walter Carmona e Rafael Silva, o Baby. As filhas do ex-atleta, Tânia e Vânia Ishii, também representaram o Brasil em Jogos Olímpicos.

Ao longo da trajetória, recebeu a graduação Kodansha 9º Dan, a Ordem ao Mérito da CBJ e entrou para o Hall da Fama do COB (Comitê Olímpico do Brasil). Também foi homenageado com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, concedido a personalidades que deixaram um legado para o esporte.

Fonte: R7

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