
O policial militar Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, réu pelas mortes da ex-companheira, Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e dos pais dela, Isail e Dalmira de Aguiar, de 69 e 70 anos, respectivamente, passará por uma avaliação da Junta Médica Policial Militar. O procedimento foi solicitado pela defesa no âmbito do Conselho de Disciplina instaurado pela Brigada Militar.
O advogado Marcio Rosano, que representa o policial na Justiça Militar, explicou que se trata de uma avaliação prevista em procedimento interno da corporação, para avaliação da condição psicológica do policial. “É um procedimento que a Brigada Militar possui, como uma especia de exame demissional. Antes de abrir o procedimento (exoneração), a Brigada deveria ter instaurado esse exame, mas ele não foi levado para avaliação. Por isso fiz a solicitação”, afirmou Rosano.
Segundo o advogado, a avaliação está prevista em uma determinação da Brigada Militar de 2008, que estabelece que policiais militares submetidos a Conselho de Disciplina devem passar pelo exame. A defesa pediu a realização do procedimento por entender que ele deveria ter sido feito antes do andamento do processo administrativo.
Cristiano está preso preventivamente desde 10 de fevereiro. Ele era soldado da 3ª Companhia do 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Canoas. O caso também envolve um pedido do Ministério Público para que ele perca o cargo.
Desaparecimento da família
Silvana e os pais desapareceram entre os dias 24 e 25 de janeiro, em Cachoeirinha. Os corpos nunca foram encontrados. Além de Cristiano, a atual esposa dele, Milena Ruppenthal Domingues, responde como ré por dois feminicídios, homicídio, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho.
Ela responde ao processo em liberdade. Wagner Domingues Francisco, irmão de Cristiano, é réu por fraude processual, ocultação de cadáver e associação criminosa, também em liberdade. As defesas dos três negam envolvimento nos crimes.
Fonte: Correio do Povo

