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União Europeia garante superavit da balança comercial

Crédito: Abicalçados

Em outubro, a Organização Mundial do Comércio (OMC) reviu sua projeção para o crescimento do volume de mercadorias no comércio mundial de 1,9% (abril) para 3,9%. Essa mudança foi explicada pelo crescimento da demanda de mercadorias associadas aos investimentos em Inteligência Artificial (IA). Segundo a OMC, essas mercadorias representam 47% da demanda mundial por mercadorias. Os efeitos negativos das turbulências do conflito no Irã teriam sido compensados por esse comércio de IA. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre)

As exportações brasileiras cresceram em volume até setembro na comparação interanual entre 2025/2026 no percentual de 3,2% que é próximo ao resultado de igual período 2024/2025, que foi de 3,5%. Em 2026, o grau de cobertura das medidas protecionistas de Trump foram reduzidas, mas em compensação o conflito no Irã trouxe custos para a logística do comércio exterior. Aqui, as exportações de petróleo do Brasil foram beneficiadas o que reduziu em parte o efeito do aumento dos preços as importações de óleos combustíveis 

Enquanto para o comércio global, a demanda por mercadorias de IA compensou os efeitos do conflito do Irã, para o Brasil a compensação veio do petróleo. A pauta brasileira está longe dos fluxos mais dinâmicos do comércio mundial. 

Outros destaques no ICOMEX:

  • O crescimento das exportações para os Estados Unidos liderada pela venda de aviões
  • O crescimento as exportações para a União Europeia liderada pelo petróleo, ainda mão é o efeito do acordo do Mercosul.
  • A pequena redução da participação da China nas exportações brasileiras
  • A liderança das importações de bens de consumo duráveis puxados pelas compras de automóveis da China.
  • A varação negativa em 30% das importações de bens de capital da indústria de transformação.

A Balança Comercial em setembro

O saldo da balança comercial de setembro foi de US$ 7,7 bilhões levando a que o superávit acumulado no ano fosse de US$ 62,4 bilhões, US$ 16,1 bilhões superior ao de igual período de 2025. A Secretaria de Comércio Exterior divulgou a revisão da projeção para o superávit de 2026, que passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões, associado a uma redução de US$ 11,9 bilhões nas exportações e US$ 6,3 bilhões nas importações. No Relatório Focus do Banco Central de 13 de outubro, a projeção é do US$ 78,8 bilhões. Uma estimativa preliminar do ICOMEX seria na ordem entre US$ 78/82 bilhões. 

Entre os principais parceiros, registraram melhora no saldo comercial entre o acumulado do ano até setembro de 2025 e 2026, a China, a União Europeia e os Estados Unidos. A China elevou seu superávit em 3,8 bilhões. A União Europeia passou de um déficit de US$ 1 bilhão para um superávit de US$ 6,1 bilhões e os Estados Unidos reduziu seu déficit em meio milhão. O superávit da Argentina recuou em US$ 3 bilhões.

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