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Indicadores de mercado de trabalho: percepção sobre o momento atual e expectativas, diz FGV

Foto: Correio do Povo

A décima-sexta edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV IBRE, aborda o tema da percepção sobre o mercado de trabalho brasileiro, tanto no momento atual quanto para os próximos meses. Nesse tema, os respondentes são consultados para avaliar em como está para conseguir um trabalho no país momento atual e quais as expectativas para os próximos seis meses. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).

O resultado, com dados do trimestre findo em setembro de 2026, mostra que a maior parte dos respondentes (58,8%) afirma estar difícil ou muito difícil conseguir um trabalho no país no momento, ficando 1,4 p.p. acima do mesmo período do ano passado. Por outro lado, 23,1% afirmam estar fácil ou muito fácil, ficando 3,1 p.p. na comparação interanual. As pessoas que responderam normal representaram 18,1%, 4,6 p.p. abaixo de setembro passado.

Em seguida, quando consultados sobre como deve ficar o mercado de trabalho nos próximos 6 meses, a maior parcela de respostas se concentrou no grupo que acreditam que deve permanecer estável, com 38,6%, 6,4 p.p. acima na comparação interanual. Em seguida, a parcela de pessoas que acredita que deve piorar ou piorar muito (31,3%), 8,0 p.p. abaixo do mesmo período do ano passado. Por fim, 30,1% das pessoas acreditam que pode melhorar ou melhorar muito nos próximos 6 meses, alta de 1,6 p.p. em comparação com setembro de 2025.

“O resultado desse mês mostra uma diferença entre a percepção do mercado de trabalho atual e das expectativas. Os respondentes indicam uma piora marginal na avaliação do momento presente, mas melhoraram suas expectativas em relação aos próximos meses. A desaceleração da economia e a perda de ritmo do mercado de trabalho ao longo dos últimos meses parece ter sido retratada pelos respondentes. A novidade passa a ser o aumento do otimismo com a evolução nos próximos meses, que pode estar influenciado por uma expectativa de melhora da economia e de redução da incerteza. Ainda vai ser preciso analisar os próximos resultados para avaliar se essa melhora das expectativas se confirma”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

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