
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para esta terça-feira (13) uma reunião com representantes das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio ao aumento das disputas judiciais entre os dois candidatos à Presidência da República.
A RECORD apurou que o encontro estava agendado desde a semana passada e não foi convocado em função da escalada de ações apresentadas à Justiça pelos candidatos nos últimos dias.
De todo modo, a reunião deve servir para que os dois lados discutam a situação. Entre domingo (11) e segunda-feira (12), as equipes protocolaram ao menos 38 ações na Corte em um intervalo de cerca de 25 horas.
Segundo dados do TSE, 24 processos foram apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro, enquanto outros 14 partiram da chapa de Lula. O volume equivale a mais de uma ação por hora.
A reunião ocorre em meio a uma série de decisões judiciais envolvendo as campanhas, especialmente sobre a circulação de conteúdos nas redes sociais.
Um dos casos que ganharam destaque nos últimos dias foi o do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que reúne cerca de 3,3 milhões de seguidores.
Impasse sobre canal no WhatsApp
No domingo, Nunes Marques determinou a suspensão do canal após atender a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A equipe do candidato do PL alegou que o espaço era utilizado para disseminar informações falsas contra o senador.
Ainda no domingo, porém, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão e autorizou o funcionamento do canal. Ao analisar o caso, Cueva afirmou que não havia elementos suficientes para justificar a suspensão integral do espaço.
A decisão permite a retomada das publicações e a entrada de novos seguidores, mas tem caráter provisório. O caso deverá ser submetido ao plenário do TSE.
Nesta segunda-feira, Nunes Marques pediu que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do tribunal forneça, com máxima urgência, informações sobre a circulação dos conteúdos publicados no canal em outras plataformas.
O ministro também quer saber se o órgão técnico adotou providências para avaliar os riscos das publicações ao processo eleitoral.
Fonte: R7

