Icon search

Compartilhe:

Indicador aponta queda nos serviços e varejo em setembro

Crédito: Freepik

A Getnet, fintech líder em soluções de pagamentos da América Latina e na Península Ibérica, divulga os resultados do índice econômico desenvolvido em parceria com o Santander, com os destaques do mês de setembro. Os dados de setembro mostraram uma piora mais disseminada na atividade econômica. Nos serviços, o indicador recuou -2,9% m/m, após avanço de 2,2% em agosto. O resultado negativo foi explicado tanto por Alojamento e Alimentação (-1,9% m/m) quanto por Outros Serviços às Famílias (-3,9% m/m). Na métrica interanual, o indicador recuou -3,6% a/a, intensificando a queda observada em agosto.

No varejo, os indicadores mostraram desempenho negativo em setembro. O IGet Restrito recuou -1,6% m/m, após queda de 0,4% em agosto, enquanto o IGet Ampliado também caiu -1,6% m/m. Na abertura, a queda foi disseminada entre os segmentos, com destaque negativo para móveis e eletrodomésticos (-9,6% m/m).

O resultado de setembro reforça nossa leitura de moderação da atividade no segundo semestre, com sinais mais claros de perda de dinamismo tanto nos serviços quanto no consumo de bens. Apesar da resiliência de alguns segmentos na comparação anual — especialmente automóveis, partes e peças (+18,2% a/a) —, o quadro agregado permanece compatível com uma atividade mais fraca ao longo dos próximos meses.

Após dois meses consecutivos de recuperação, o indicador de serviços prestados às famílias voltou a apresentar queda em setembro. O movimento foi disseminado entre seus dois componentes: Alojamento e Alimentação recuou -1,9% m/m, enquanto Outros Serviços às Famílias caiu -3,9% m/m. Na métrica interanual, o índice apresentou queda de -3,6% a/a, ante -3,3% em agosto

O resultado do mês interrompe a recuperação observada em julho e agosto e sugere uma perda de dinamismo mais clara no segmento de serviços prestados às famílias. A queda foi observada nas duas principais categorias, com maior intensidade em Outros Serviços às Famílias. Além disso, a desaceleração na métrica interanual reforça a percepção de que o setor deve contribuir menos para o crescimento da atividade no restante do ano.

O indicador ampliado apresentou queda de 1,6% m/m em setembro, após resultados próximos da estabilidade nos dois meses anteriores. O IGet Restrito também recuou 1,6% m/m, aprofundando a queda registrada em agosto. Na comparação interanual, o indicador restrito mostrou retração de -11,3% a/a, enquanto o ampliado recuou -3,7% a/a.

Entre os segmentos que compõem o IGet Restrito, supermercados (-1,1% m/m), vestuário (-1,6%), móveis e eletrodomésticos (-9,6%), artigos farmacêuticos (-0,6%) e outros (-1,0%) apresentaram queda em setembro. Combustíveis (-0,1%) ficou praticamente estável. No IGet Ampliado, materiais de construção recuaram -1,5% m/m, enquanto automóveis, partes e peças caíram -1,3% m/m, embora ambos permaneçam com crescimento na comparação anual, de +9,5% e +18,2%, respectivamente.

O desempenho negativo em serviços e varejo sugere uma perda de tração mais disseminada da atividade econômica. O enfraquecimento das variações mensais em setembro reforça nossa leitura de desaceleração da atividade no segundo semestre.

Últimas Notícias