
O Dia das Crianças chega em um momento em que fazer as contas caberem no mês está mais difícil para muitas famílias. Em agosto, a inadimplência das pessoas físicas chegou a 6%, maior nível da série histórica do Banco Central. O endividamento das famílias também segue alto e estava em 49,9% em julho. É nesse cenário que a Pesquisa SuperSim Dia das Crianças 2026 mostra como as pessoas estão adaptando as escolhas para não deixar a comemoração de lado.
Entre os 563 participantes, 91% pretendem presentear alguma criança neste ano, mas 86% vão mudar alguma coisa na compra por causa do orçamento. Para 63%, o dinheiro disponível pesa bastante nas decisões para a data. Entre os principais caminhos para fazer o presente caber no bolso estão aproveitar promoções ou descontos e gastar menos por presente, opções citadas por 24% dos entrevistados cada. Buscar alternativas mais baratas, pesquisar antes de comprar e diminuir a quantidade de presentes também aparecem entre as estratégias.
A adaptação não acontece só na escolha do presente. Ao todo, 62% dos entrevistados pretendem trocar algum gasto tradicional da data por uma opção mais barata. Promoções e presentes de menor valor aparecem entre as principais alternativas, ao lado de compras pela internet, passeios gratuitos e atividades ou refeições em casa.
Avós
O orçamento também pesa nas escolhas dos avós. Entre os participantes da pesquisa que são avós, 70% afirmam que o dinheiro disponível influencia bastante as decisões para a data, enquanto 45% pretendem presentear quatro ou mais netos. Eles representam 20% dos entrevistados.
É o caso de um dos participantes da pesquisa, avô de cinco netos, com idades entre 4 e 11 anos. Para conseguir presentear todos, ele pretende optar por presentes mais simples e parcelar as compras. O relato ajuda a ilustrar um comportamento que aparece de forma mais ampla no levantamento: embora 91% dos entrevistados pretendam presentear alguma criança neste ano, 86% afirmam que vão fazer algum ajuste na compra por causa do orçamento, seja buscando promoções, gastando menos por presente ou pesquisando mais antes de comprar.
A quantidade de crianças presenteadas também ajuda a explicar: quatro em cada dez participantes pretendem presentear quatro ou mais crianças e 39% estimam gastar mais de R$ 300 no total. Para Coutinho, entender essa realidade também passa por olhar de outra forma para o papel do crédito na vida das pessoas.

