
O Ibovespa B3 teve sua segunda queda seguida após o recorde de segunda-feira, dessa vez com um exterior menos favorável aos ativos de bolsa. A principal referência do mercado acionário brasileiro recuou 0,74%, aos 204.302,33 pontos, nesta quarta-feira (7). Apesar da continuação da realização de lucros após altas expressivas, o principal motor do pregão de hoje veio do exterior. A ata da última reunião do banco central dos Estados Unidos mostrou que todos os integrantes apoiaram o aumento de juros e que a maioria vê uma nova alta ainda neste ano.
“A gente continua tendo o problema das treasuries longas renovando máximas nos últimos dias, o que também traz um peso sobre o mercado americano. O petróleo continua resistente acima de US$ 100, apesar de ter tido algum alívio em relação às semanas anteriores. Essa alta das treasuries também mexe com o dólar e o fortalece no movimento de aversão ao risco”, Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
No ambiente local, além do 2º turno das eleições presidenciais no radar, os investidores devolveram parte da valorização das ações de bancos, o que influenciou no resultado do Ibovespa. Os papéis da Vale (VALE3) também tiveram peso, com queda de 2,30%. Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 206.877,47 pontos na máxima intradiária e 204.176,12 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 56,8 bilhões. O fortalecimento dos títulos públicos norte-americanos fez com que o real devolvesse parte da valorização que teve nos últimos dias. No fim do dia, o dólar comercial subiu 0,70%, a R$ 5,01.
Bolsas de Nova York
A ata da última reunião do Fed reforçou o movimento de juros mais altos nos EUA e fez com que as bolsas de Nova York fechassem em baixa. Assim, no pregão, o Dow Jones caiu 0,66%, o S&P 500 cedeu 0,22%, assim como o Nasdaq.
(*) com B3

