
O policial federal aposentado e deputado federal Ubiratan Sanderson (PL) foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul para o 58° do Congresso Nacional. O parlamentar, que recebeu com 30,11% dos votos, comenta não ter arrependimentos ao longo da trajetória profissional, mesmo após entrar na vida política. “Tanto nesses 8 anos como deputado federal, como na minha carreira na política federal, eu faria exatamente como eu fiz”, indicou o novo senador.
Em relação ao projeto que debate o fim da escala 6×1, que pode acabar não sendo votado na atual legislatura, o parlamentar reforça que votou favorável à aprovação enquanto deputado federal, num projeto que não teve grandes alterações no texto base. No entanto, não projeta que o processo ocorrerá da mesma forma no Senado.
“A tendência é mudarem os termos, para que haja a flexibilização do regime de trabalho. Patrão e empregado vão decidir como querem trabalhar, se é 5 horas por dia, se é quatro, seis ou oito. É o que deve ser encaminhado e o que eu vejo como melhor”, comentou.
Ao longo da campanha, Sanderson trazia como bandeiras o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e uma visão crítica da condição financeira do RS. Para além desses pontos, o senador eleito frisa que a segurança pública deve ser uma das principais bandeiras.
Para lidar com as filas de espera na saúde pública gaúcha, ponto frequentemente trazido nos debates, Sanderson aposta numa guinada na economia brasileira e gaúcha, caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. “Precisamos que a economia brasileira cresça na mesma proporção do que as demandas do SUS e para isso, nós precisamos ter um ambiente econômico favorável, o que não há hoje”, argumentou.
Fonte: João Streb/Correio do Povo

