
Começou cedo, nesta segunda-feira, 5, o primeiro dia do deputado federal Luciano Zucco (PL) como governador eleito do RS em primeiro turno. Ele passou a manhã e o início da tarde cumprindo a tradicional maratona de entrevistas a veículos de imprensa, como o Correio do Povo e a Rádio Guaíba. Foi presencialmente a seis emissoras de rádio e TV, e atendeu a tantos mais por telefone, no carro, durante os deslocamentos.
Entre uma fala e outra, fazia pausas-relâmpago nas quais aproveitava para se alimentar ou confraternizar. Foi assim na PUCRS, onde, após entrevista a uma emissora de rádio, enquanto acabava com uma torrada em poucas mordidas, pediu para fazer uma ‘roda de conversa’ com a filha mais velha, Valentina, aluna da universidade, e cinco amigas que a acompanhavam.
Depois de perguntar a elas quais suas sugestões para atrair os jovens para a política, arrematou: “Faço a pergunta porque é ruim a gente ver que tudo é na base da discussão. A gente precisa se posicionar, mas sem olhar o outro como inimigo.” E seguiu para uma emissora de TV. No início da tarde, uma pausa maior, para uma homenagem surpresa ao principal idealizador da bem-sucedida campanha ao Piratini. O jornalista e consultor político Cleber Benvegnú, que ontem completou 49 anos.
Hoje, Zucco vai a Brasília, onde permanece até quinta-feira. Lá, tem encontro marcado com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno da eleição nacional com o presidente Lula (PT). O objetivo é definir a estratégia da campanha presidencial do PL no segundo turno no RS. No retorno, na quinta, prosseguem as articulações para a transição estadual.
A ideia é que a partir da próxima semana seja instalada, a princípio em um espaço no Instituto Caldeira, a chamada ‘Casa do Diálogo’. Ela servirá nos próximos meses para encontros com lideranças políticas, bancadas atuais e eleitas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, e representantes de diferentes setores econômicos e da sociedade, como entidades empresariais. Funcionará como um espaço no qual será gestada a aplicação das diretrizes norteadoras da próxima administração, integrando a transição.
Já a composição do secretariado, que Zucco pretende enxugar, de forma a que o governo passe a funcionar com um número entre 15 e 20 pastas, deve ser integralmente anunciada até dezembro. Na bolsa de apostas entre partidários e aliados para a formação do primeiro escalão, alguns nomes já despontam.
Benvegnú terá assento garantido, se assim desejar. Outra possibilidade é que, se preferir, ao invés de integrar o Executivo, atue como uma espécie de mentor externo. Além dele, também os secretários de Porto Alegre Cezar Schirmer e Leonardo Pascoal já aparecem como opções de peso. Os três formaram, durante a campanha, o núcleo duro da estratégia política. A opção de Schirmer, quadro histórico do MDB, em acompanhar Zucco, inclusive, resultou em uma suspensão temporária de sua filiação, cujo prazo terminou ontem. Outro nome forte é o de Tânia Moreira, que junto com Benvegnú e Roberto Witter respondeu pelo núcleo de comunicação da campanha. Ela é cotada para a secretaria de Comunicação.
Em relação às negociações com o Legislativo, a palavra de ordem é tranquilidade. Isso porque a aliança encabeçada pelo PL elegeu 27 dos 55 deputados estaduais, deixando praticamente garantida maioria na Casa. O PL, sozinho, fez a maior bancada: 12.
Entre articulações nacionais e locais, Zucco decide até a sexta-feira se emenda o final de semana com o feriado de 12 de outubro, na segunda, e faz uma pausa para viajar com a família e descansar, antes de dar início ao calendário prático da transição.
Fonte: Flavia Benfica/Correio do Povo

