
Segundo o 9º Boletim Hortigranjeiro, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os preços de alface, cebola, batata e mamão apresentam redução superior a 10% na média dos valores de comercialização no atacado. Os dados foram coletados nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em agosto. Os preços da batata recuaram em todas as Ceasas monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Na média ponderada, as cotações do tubérculo no atacado encerraram o mês em queda de 11,6%, com valor médio de comercialização equivalente a R$ 2,63 por quilograma. Entre as hortaliças, as cotações da cebola e da alface também registraram queda na maior parte das capitais onde a pesquisa é realizada, com decréscimos de 13,8% e 14,8%, respectivamente. Os dados estão disponíveis no 9º Boletim Hortigranjeiro, divulgado pela Conab nesta terça-feira (22).
De acordo com o levantamento, a desvalorização dos preços da batata nos dois últimos meses, após sequência de altas observadas desde fevereiro, reflete o aumento da oferta, ainda que em patamares inferiores a julho. Apesar dessa conjuntura, a comparação mostra que os preços permanecem em escala superior à observada no mesmo período de 2025. No ano passado, a oferta mais que suficiente do tubérculo no mercado causou tanto a queda nas cotações do produto naquele período como o desincentivo do mesmo patamar de produção em 2026.
Em alta desde março, a cebola ficou mais barata em nove das dez Ceasas que fazem parte da amostra. A oferta do produto às Ceasas em agosto manteve-se praticamente estável em relação a julho, com aumento das remessas provenientes dos principais estados produtores. Em relação a 2025, ano de recuperação da produção, o preço médio ponderado da cebola tem apresentado comportamento superior, refletindo a lógica do controle da oferta pelos produtores também verificada na batata.
Para a alface, a Conab verificou redução em seis das Ceasas consideradas na pesquisa. Embora a oferta da hortaliça tenha diminuído 4,3% em relação a julho, o volume da safra de inverno foi suficiente para atender à demanda. Além disso, as chuvas em algumas áreas produtoras não influenciaram na produção e na colheita de modo significativo. Após declínio das cotações em julho, os valores de comercialização da cenoura mantiveram-se estáveis em agosto, com incremento de 0,88%.
Frutas
A comercialização de frutas nas Ceasas cresceu 4,5% no último mês. O mamão ficou mais barato em 70% dos entrepostos monitorados, com média ponderada em queda de 10,9%. Em agosto, houve aumento da oferta tanto da variedade formosa quanto da papaya, elevando a disponibilidade da fruta no mercado. O cenário reflete a ampliação dos envios do sul baiano e do norte capixaba, principais regiões produtoras. A melancia também registrou declínio de 3,24% na média ponderada. Apesar do crescimento da demanda devido ao calor, houve aumento da oferta. Mesmo com o aumento dos custos de produção, a produtividade elevada tem garantido rentabilidade aos produtores.
Entre as frutas analisadas, a laranja encerrou o mês de agosto com redução de 0,95% na média dos preços. A pesquisa identificou variações entre queda de 14,93% em São José/SC e aumento de 3,05% em Belo Horizonte/MG. Em relação a julho, a oferta da fruta às centrais atacadistas aumentou 1,68% no cinturão citrícola, principal região produtora do Brasil e do mundo, elevando a disponibilidade tanto no atacado quanto no varejo.
Embora tenha apresentado movimento declinante na média dos preços de seis das dez Ceasas avaliadas, a banana foi a fruta com maior incremento na média mensal, encerrando agosto com valorização de 4,32%. As oscilações da oferta em alguns locais e da demanda no decorrer do mês, além da qualidade das frutas, interferiram na composição dos preços.
Exportações
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de frutas e hortaliças nos primeiros oito meses de 2026 alcançaram 789 mil toneladas, volume 10,6% maior em comparação ao mesmo período de 2025. O faturamento foi de U$S 1,01 bilhões, superando em 20% o verificado no mesmo período de 2025. As vendas externas até agosto cresceram para manga (30,5%); abacates (102,5%); mamões, melancias e pêssegos (83,3%); e maçãs (254%).

