
O policial penal cedido ao Ministério Público (MPRS), Cassiano Uflacker Lutz de Castro, de 31 anos, passou por audiência de custódia, sendo mantido em prisão preventiva, nesta terça-feira. O servidor, lotado no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi preso pelos colegas, na segunda-feira (14), por suspeita de lavagem de dinheiro, mas nega ter cometido o delito.
Conforme a investigação, o policial penal teria furtado ouro de seu avô. Logo, também segundo apuração do MPRS, os valores podem ter sido ocultados via compra de bens, com movimentação estimada em até R$ 18 milhões. O agente, assim, permanece recolhido na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) 1.
O que diz a defesa
O advogado Brunno Ruschel de Lia Pires, à frente da defesa, afirma que ainda não teve acesso aos autos do processo, mas garante a inocência de seu cliente. Do mesmo modo, nega a estimativa da suposta quantia movimentada.
“Ele fez compras com o próprio dinheiro. Além disso, é evidente que a estimativa de valores do MPRS não faz sentido”, diz Brunno de Lia Pires.
O advogado, igualmente, rebate as alegações do furto de ouro, evitando detalhar o caso. Destaca, entretanto, que o policial penal é alvo de disputas na família.
“Ele é vítima de briga por patrimônio familiar. Nada disso, então, envolve dinheiro público nem desvio de conduta do servidor. Vamos comprovar a inocência dele”, enfatiza Brunno de Lia Pires.
O agente penal é, desde 11 de dezembro de 2023, assessor de segurança da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais do MPRS, o que inclui o Gaeco. Com renovação do serviço, em 29 de outubro de 2025, teve contrato estendido até 11 de novembro deste ano.
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Fonte: Marcel Horowitz

