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Atenções econômicas desta terça se voltam para início da reunião do Copom

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Começa na manhã desta terça-feira, 15, a reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que decide pela taxa Selic, a taxa de juros brasileira. Esta será a primeira dos três últimos encontros do comitê este ano – as próximas reuniões estão marcadas para novembro e dezembro. A decisão mais provável é um corte de 0,25 ponto, para 13,75%. “A dúvida está menos no movimento desta quarta-feira e mais na disposição do Copom para continuar reduzindo a Selic até o final do ano”, comenta Leandro Manzoni, da plataforma Investing.com.

Segundo o especialista, a atividade econômica apresenta sinais mais claros de perda de força. O consumo das famílias caiu 0,4% no segundo trimestre, a produção industrial avançou apenas 0,2% em julho e o volume de serviços ficou estável no mês, abaixo da expectativa de alta de 0,2%. O crédito também começa a transmitir os efeitos da política monetária. A inadimplência da carteira atingiu 4,9% em julho, maior nível da série iniciada em 2011. Juros elevados, comprometimento da renda e piora da qualidade do crédito tendem a limitar o consumo nos próximos meses.

“A inflação ofereceu sinais adicionais de melhora. O IPCA caiu 0,32% em agosto e desacelerou de 4,44% para 4,22% em 12 meses. O resultado ficou abaixo das expectativas e recolocou o índice dentro do intervalo de tolerância da meta”, comenta Manzoni.

Uma parte importante da deflação veio de elementos temporários. A energia elétrica residencial caiu 7,63% por causa do Bônus de Itaipu, enquanto as passagens aéreas recuaram 13,17%. Parte do alívio da energia deverá ser devolvida em setembro. A composição subjacente, contudo, também melhorou.

A média dos cinco principais núcleos passou de 0,26% para 0,23%, enquanto os preços livres ficaram praticamente estáveis. Os serviços subjacentes avançaram 0,40% e ainda acumulam aproximadamente 5% em 12 meses, recomendando cautela, mas sem apagar a desaceleração observada nos demais componentes.

O IBC-Br de julho, previsto para quarta-feira, 16, completará o quadro da atividade antes da decisão. Uma nova leitura fraca tende a reforçar a continuidade do ciclo de cortes, mas dificilmente justificaria uma redução de 0,50 ponto já nesta reunião.

O comunicado pode permanecer próximo da formulação anterior, sem promessa explícita para os próximos encontros. Essa postura permitiria ao Copom manter as opções abertas depois de conhecer a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, a reação inicial dos mercados e os novos dados domésticos.

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