
Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), a semana econômica será marcada por decisões dos bancos centrais brasileiro e americano sobre a taxa de juros, o que acontece na próxima quarta-feira, 16. A Super Quarta, como é conhecida, marca o dia em que o BC do Brasil e o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, decidem e divulgam as decisões monetárias dos seus países.
Aqui no Brasil, a expectativa dos analistas de mercado é de continuação no ciclo de corte de juros, com a redução de outros 25 pontos-base da taxa Selic após o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar sua decisão, saindo dos atuais 14% para 13,75% ao ano.
De acordo com as expectativas de analistas de mercado, a decisão deverá ser unânime e um reflexo das condições macroeconômicas no mercado interno. Também se espera uma portaria do Ministério da Fazenda detalhando o pacote de incentivos fiscais para combustíveis anunciado recentemente, incluindo o aumento do imposto federal sobre gasolina e etanol, e subsídios para o diesel.
A agenda econômica interna começa com a divulgação do Relatório Focus pelo Banco Central, a principal informação do dia, nesta segunda-feira, 14. A tarde, a Secex divulga os dados da balança comercial semanal. No dia seguinte, terça-feira, 15, o IBGE libera os resultados da Pesquisa Mensal de Comércio referente a julho, com indicação de alta de 1,0%, além do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de agosto.
A quarta-feira, 15, a FGV apresenta o IPC-S semanal e o IGP-10 de setembro, enquanto o BC brasileiro divulga, o índice IBC-Br de atividade econômica, com expectativa de queda de -0,4%. Já depois do fechamento do mercado, ainda na quarta-feira, está previsto o anúncio da taxa básica de juros. Na quinta-feira, a FIPE divulga o IPC de setembro. E, por fim, a semana se encerra com a divulgação da FGV, com a segunda prévia do IGP-M de setembro, às 8h.
EUA
Nos Estados Unidos, a semana de divulgações de indicadores se concentra na quarta-feira,16, quando o Fed anunciará a decisão de política monetária. A projeção majoritária do mercado é de alta de 0,25 ponto na taxa, para um intervalo entre 3,75% a 4%. No final de semana, o presidente Donald Trump reiterou que os Estados Unidos deveriam ter as taxas de juros mais baixas do mundo, mesmo enquanto Kevin Warsh, o nome escolhido por ele para presidir o Federal Reserve (Fed), enfrenta nova pressão para elevar os custos de empréstimo.
Os comentários de Trump surgem após a divulgação, na sexta-feira, de dados mostrando que os preços ao consumidor nos Estados Unidos subiram mais do que o esperado em agosto. É provável que o Fed veja esses números como um fator que o impulsiona para o primeiro aumento de taxas em três anos. Entretanto, como alguns dirigentes do Federal Reserve se mostraram contrários a mudanças nos juros neste momento, é possível que a decisão ocorra, novamente, com divisão no comitê.

