
O custo da cesta básica em Porto Alegre caiu 0,31% em agosto na comparação com julho e fechou o mês em R$ 839,34, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado nesta quinta-feira, 10.
No acumulado de 2026, entre dezembro do ano passado e julho, a cesta básica ficou 7,03% mais cara em Porto Alegre. Na comparação com agosto do ano passado, a alta é de 3,48%.
Apesar do recuo, Porto Alegre segue como a quinta cesta mais cara entre as 27 capitais pesquisadas. Entre as capitais, o conjunto de alimentos tem custo mais elevado em São Paulo (R$ 900,59), Cuiabá (R$ 851,57), Rio de Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90).
Quase todas as capitais brasileiras – exceto São Luís e Maceió – tiveram redução do preço da cesta. Rio Branco, capital do Acre, registrou a maior redução, de 4,68% no mês.
Dez produtos estão mais caros
A cesta básica é composta por 13 produtos. Entre julho e agosto de 2026, três deles tiveram diminuição nos preços médios: batata (-22,98%), açúcar refinado (-0,75%) e café em pó (-0,13%). Os outros dez itens apresentaram elevação de preço: arroz agulhinha (6,43%), banana (2,58%), óleo de soja (1,42%), pão francês (1,19%), farinha de trigo (0,75%), manteiga (0,71%), tomate (0,64%), carne bovina de primeira (0,55%), leite integral (0,53%) e feijão preto (0,29%).
Salário mínimo
Em agosto, o trabalhador de Porto Alegre que recebe um salário mínimo (R$ 1.621,00) precisou trabalhar 113 horas e 55 minutos para adquirir a cesta básica. Em julho, o tempo de trabalho necessário era de 114 horas e 16 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em agosto de 2026, 55,98% da renda para adquirir a cesta.
O Diesse calcula ainda o valor do salário mínimo necessário, que deveria ter sido de R$ 7.565,86 ou 4,67 vezes o salário mínimo atual. Em julho, o valor necessário era de R$ 7.687,01 e correspondeu a 4,74 vezes o piso mínimo.
A estimativa leva em conta a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O cálculo utiliza como base a cesta básica mais cara, que, em agosto, foi a de São Paulo.
Fonte: Correio do Povo

