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Atividades turísticas crescem 2,7% em julho, aponta IBGE

Crédito: Divulgação/Embratur

Em julho de 2026, o índice de atividades turísticas apontou expansão de 2,7% frente ao mês imediatamente anterior, recuperando, assim, parte da perda de 4,0% observada entre maio e junho. Com isso, o segmento de turismo se encontra 9,4% acima do patamar de fevereiro de 2020 e opera, em julho de 2026, 3,8% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 10, pelo IBGE.

Regionalmente, 11 dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de expansão verificado na atividade turística nacional (2,7%). A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (3,5%), seguido por Bahia (8,6%), Paraná (6,7%) e Minas Gerais (2,8%). Em sentido oposto, Ceará (-1,8%) e Pernambuco (-1,1%) apontaram os principais resultados negativos.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume de atividades turísticas no Brasil apresentou retração de 2,6%, quinto resultado negativo seguido. Neste mês, foi pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam no ramo de transporte aéreo de passageiros; e de hotéis. Em termos regionais, dez das dezessete unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram queda nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (-3,5%), seguido por Pernambuco (-13,7%), Ceará (-13,7%), Paraná (-5,3%), Pará (-15,1%) e Distrito Federal (-6,5%). Em contrapartida, Bahia (18,6%), Rio de Janeiro (2,8%) e Minas Gerais (1,8%) exerceram os principais impactos positivos do mês.

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o agregado especial de atividades turísticas mostrou retração de 1,0% frente a igual período do ano passado, pressionado, sobretudo, pela menor receita obtida por empresas do ramo de transporte aéreo de passageiros; e de hotéis. Regionalmente, 11 dos 17 locais investigados também registraram taxas negativas, onde sobressaíram as perdas vindas de São Paulo (-1,3%), seguido por Minas Gerais (-4,0%), Pernambuco (-7,9%), Paraná (-5,3%) e Ceará (-8,6%). Em sentido oposto, Rio de Janeiro (5,0%) liderou os ganhos do turismo, seguido por Bahia (5,9%), Espírito Santo (2,3%) e Rio Grande do Sul (0,7%).

Transportes de passageiros e de cargas

Em julho de 2026, o volume de transporte de passageiros no Brasil avançou 2,9% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, recuperando, assim, parte da perda acumulada entre maio e junho (-4,6%). Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 1,5% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 22,1% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). Já o volume do transporte de cargas apontou expansão de 1,0% em julho de 2026, após apresentar variação nula (0,0%) em junho. Dessa forma, o segmento se situa 4,7% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 37,8% acima de fevereiro 2020.

No confronto com igual mês do ano anterior, sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros recuou 7,4% em julho de 2026, quarto resultado negativo seguido; ao passo que o transporte de cargas mostrou retração de 1,1% no mesmo tipo de confronto.

No indicador acumulado de janeiro a julho deste ano, o transporte de passageiros mostrou retração de 3,5% frente a igual período de 2025, enquanto o de cargas mostrou ligeiro acréscimo de 0,2% no mesmo intervalo investigado.

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