
A ministra Fernanda Machiaveli, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em visita a Casa do Correio do Povo na Expointer, em Esteio, na manhã desta quinta-feira, 3, destacou a relevância dos agricultores e agriculturas familiares do Rio Grande do Sul na produção de matéria-prima para a geração dos biocombustíveis biodiesel e etanol.
Sobretudo no contexto do Estado, que tem recebido muitos investimentos em unidades industriais para o processamento das oleaginosas soja e canola em biodiesel e dos cereais milho, arroz e trigo em etanol.
A ministra ainda ressaltou na visita as ações do governo federal de apoio aos pequenos produtores e produtoras com dificuldades econômicas causadas pelos sucessivos problemas climáticos que atingiram a agropecuária gaúcha.
“Hoje já existe um programa que incentiva a compra da agricultura familiar da matéria-prima pelas usinas que vão produzir o biocombustível. A regra hoje é que já 20% de todo que é produzido tenha uma matéria-prima que seja fornecida pela agricultura familiar. Isso já cria um mercado, uma possibilidade bilionária para a agricultura familiar”, argumentou Fernanda
“Durante os últimos anos, R$ 6 bilhões foram comprados em matérias-primas em produtos da agricultura familiar pelas usinas que produzem o etanol”, ilustrou. “Além disso, o presidente Lula fez uma escolha, que o nosso país seja cada vez mais uma referência em biocombustíveis.”
Fernanda lembrou que o aumento do percentual de biodiesel no diesel mineral (de 14% para 15%, o B15) e do etanol na gasolina (de 30% para 32%) vai ampliar o mercado não apenas para a agricultura empresarial, mas também para a familiar. “E isso vai acontecer paulatinamente cada vez mais”, acrescentou.
“E a escolha foi garantir que a compra aconteça de toda a agricultura familiar, não só aquela que está próxima às usinas, mas inclusive a que está mais distante”, afirmou.
“Nesse contexto da nova matriz energética, o pequeno agricultor também tem seu espaço. O que entendemos é que não existe uma competição (com a produção de alimentos nas lavouras), porque está se falando de um país que só em em áreas degradadas tem mais de 50 milhões de hectares. Conseguimos fazer a recuperação das áreas (degradadas), garantir uma produção do biocombustível e isso sem impactar a nossa produção de alimentos.”
Fonte: Correio do Povo


