
O governo federal destinou R$ 26,158 milhões para a conclusão das obras da nova Ponte do Guaíba, em Porto Alegre. O recurso foi incluído em um crédito suplementar de R$ 956,7 milhões para o Ministério dos Transportes, aberto por meio de uma portaria publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União.
O valor está previsto na ação orçamentária destinada à construção da segunda ponte sobre o Guaíba e acessos, na BR 116/290. Conforme o documento, os R$ 26,158 milhões serão utilizados para o acréscimo da execução da obra.
A liberação ocorre enquanto o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ainda trabalha para viabilizar o início do novo contrato para conclusão da estrutura. Em junho, foi assinado contrato de R$ 524,9 milhões com o Consórcio Ponte Guaíba, formado pela Construtora Cidade e pela Arteleste Construções. O empreendimento prevê a conclusão das quatro alças de acesso, além de intervenções no sistema viário e outras estruturas necessárias ao funcionamento da travessia.
A execução, no entanto, depende da liberação das áreas ocupadas por imóveis no bairro Farrapos. Segundo informações repassadas anteriormente pelo Dnit, ainda havia 70 edificações a serem demolidas para a conclusão do processo de reassentamento.
Além do valor para a nova ponte, a portaria publicada nesta terça-feira também destinou mais de R$ 96 milhões para o Rio Grande do Sul na ação de adequação de trecho rodoviário entre Porto Alegre e Pelotas, na BR 116. O recurso também integra o crédito suplementar aberto para o Ministério dos Transportes.
As duas destinações somam R$ 122,186 milhões em recursos previstos para intervenções rodoviárias no Estado.
Obra é aguardada há anos
A obra é aguardada, pelo menos, desde 2014. Até o momento, ela já passou por diversos estágios. Contratualmente, havia previsão de que fosse concluída em 2017. Ela foi inaugurada parcialmente em 2020. Em 2021, o governo federal incluiu a obra em um estudo de nova concessão. Somente em julho de 2024, o Dnit voltou a assumir o término da construção.
A União ainda pretende repassar a nova ponte, assim como a BR 290, para a iniciativa privada. Quando isso ocorrer, o Dnit seguirá responsável pelo término dos trabalhos, enquanto a concessionária vencedora assumirá a manutenção da estrutura.
O que será feito no local
A previsão é de que, iniciadas as obras, os trabalhos sejam concluídos em até 20 meses. As atividades contemplam a recuperação e montagem das estruturas pré-moldadas já fabricadas, para a conclusão das quatro alças da nova ponte, incluindo a adequação do sistema viário local; além da implantação do sistema de proteção dos pilares centrais da nova ponte, chamados de dolfins, com seis meses para a elaboração dos projetos e mais 30 meses para a conclusão dos serviços. Também será implantado novo acesso à Ilha Grande dos Marinheiros, com prazo de seis meses para os projetos serem elaborados, mais 12 meses para as obras serem concluídas.
A alça de quem sai da avenida Castello Branco para Eldorado do Sul é a principal. O contrato prevê também o acesso de quem vem de Gravataí pela freeway e vai para o Humaitá, a alça de quem vem de Eldorado e vai para o mesmo destino, e a alça de quem sai do bairro e vai para Eldorado.
Além da construção das quatro alças, o novo contrato irá prever mais duas novas intervenções. A primeira delas é um acesso de entrada e saída na região da Ilha Grande dos Marinheiros. A enchente de 2024 evidenciou a dificuldade dos moradores para deixar a localidade, justamente pela falta de ligação com a travessia.
O Dnit também planeja a construção de defesas em torno dos pilares da estrutura dentro do Rio Jacuí. Essas estruturas servem para proteger a travessia da colisão de embarcações.
Fonte: Guilherme Sperafico/Correio do Povo


