
A ideia se contrapõe à proposta em discussão no Congresso, que prevê a redução da jornada semanal para 40 horas e o fim da escala de seis dias de trabalho.
“Eu defendo a liberdade do trabalhador. O trabalhador vai trabalhar quantas horas ele quiser. Ele vai ter a flexibilidade, a liberdade de decidir e vai ser remunerado pela quantidade de horas que ele quer trabalhar”, afirmou.
IA para controle de gastos
Na área econômica, o senador quer utilizar inteligência artificial para ampliar o controle sobre os gastos públicos. Segundo Flávio, caso seja eleito, em até um ano terá a tecnologia atuando sobre todas as despesas do governo.
A proposta faz parte de um plano de governança digital, que, segundo ele, também envolveria licitações, emendas parlamentares e nomeações para cargos públicos.
“Desde a água que o governo compra até as grandes licitações, passando pelo controle das emendas parlamentares, pelas nomeações das pessoas que vão trabalhar no governo”, afirmou.
Para Flávio, a medida teria como objetivo equilibrar as contas públicas e reduzir gastos, com foco no combate à burocracia e aos impostos. O senador também prometeu cortar cargos comissionados.
O candidato afirmou que quer promover uma mudança ampla na estrutura do Executivo e disse que seu governo seria formado por pessoas honestas e competentes, interessadas em deixar um legado para o país.
“Com combate a corrupção, uma governança feita com inteligência artificial, com transparência para controlar cada centavo de dinheiro público e com pessoas honestas e competentes, eu tenho a convicção que as contas do Brasil rapidamente vão voltar a se encaixar”, completou.
Empreendedorismo
Na educação, Flávio Bolsonaro quer estimular o empreendedorismo entre os jovens e ampliar as oportunidades para quem está entrando no mercado de trabalho.
O candidato disse que quer que os jovens brasileiros tenham como referência empreendedores como Elon Musk, em vez de serem atraídos pelo crime.
“O jovem tem que sonhar em ser o Elon Musk, não ser o dono da boca de fumo da sua rua, como infelizmente acontece hoje em muitas comunidades que são dominadas por marginais”, declarou.
Entre as propostas, está a criação do programa “Minha Primeira Empresa”, voltado à capacitação e orientação de jovens interessados em abrir o próprio negócio. Segundo o candidato, a iniciativa também prevê acesso a crédito.
Flávio defendeu ainda mudanças na grade curricular das escolas, com a inclusão de conteúdos relacionados ao empreendedorismo, à educação moral e cívica e à tecnologia.
Segundo ele, o objetivo é preparar os estudantes para o mercado de trabalho e combater o que classificou como “doutrinação” nas salas de aula.
O candidato também afirmou que pretende ampliar os investimentos em ensino técnico e tecnologia. De acordo com Flávio, a formação de mão de obra qualificada será necessária para acompanhar os investimentos na construção de data centers no país.
Saúde
Flávio Bolsonaro prometeu ampliar o uso de tecnologia no SUS (Sistema Único de Saúde), integrar os sistemas de saúde dos municípios, estados e da União e utilizar inteligência artificial para melhorar a gestão da rede pública.
Segundo ele, o orçamento federal destinado à saúde pública gira em torno de R$ 250 bilhões por ano. A proposta envolve direcionar parte dos recursos para a modernização tecnológica do SUS.
Flávio também disse que pretende levar para a rede pública metodologias e tecnologias utilizadas em hospitais particulares. Para comandar a área, citou o médico Claudio Lottenberg, do Hospital Israelita Albert Einstein, como nome escolhido para o Ministério da Saúde.
“Eu quero implementar no SUS o padrão Einstein de atendimento. Eu quero levar para a rede pública, para você que usa o SUS, o mesmo tratamento, a mesma metodologia, a mesma tecnologia, o mesmo atendimento de qualidade que as pessoas ricas têm”, declarou.
A proposta inclui a criação de uma plataforma do governo para celulares, permitindo que usuários consultem a disponibilidade de vagas para cirurgias e identifiquem unidades de saúde com menor tempo de espera.
O sistema também seria utilizado para localizar unidades de saúde mais próximas e com menor demanda, tanto em atendimentos de emergência quanto em cirurgias eletivas.
O candidato citou situações como febre, diarreia e fraturas como exemplos de casos em que a ferramenta poderia facilitar o acesso ao atendimento.
Flávio quer ainda criar um protocolo eletrônico unificado em todo o país, conectando os sistemas de saúde das diferentes esferas de governo. Segundo ele, a medida permitiria melhorar a organização do atendimento e reduzir o tempo de espera.
Indicações ao STF
Sobre o Supremo Tribunal Federal, Flávio Bolsonaro se comprometeu a indicar, caso seja eleito presidente, ministros contrários ao aborto e às drogas. O candidato também disse que buscará nomes que classifica como “patriotas” e comprometidos com a segurança jurídica e a recuperação da credibilidade da Corte.
“Vou indicar homens e mulheres que sejam comprometidos em serem contra o aborto, em serem contra as drogas e que não usem a caneta para fazer injustiça com ninguém. […] Se eu indico o nome agora, já começa a tomar uma saraivada de matérias do jornal sem parar. Mas o perfil vai ser esse: homens e mulheres que sejam de verdade patriotas e que pensem em trazer segurança jurídica de volta e resgatar a credibilidade do Supremo”, afirmou.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, apresentou neste domingo (30), em entrevista exclusiva ao Domingo Espetacular, propostas para diferentes áreas de um eventual governo, além de temas como o fim da escala 6×1, o financiamento do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro e os critérios que pretende adotar para indicações ao STF (Supremo Tribunal Federal) caso seja eleito.
Dark Horse
Na entrevista, Flávio Bolsonaro disse que não há mais nada a esclarecer sobre o financiamento do filme Dark Horse, que conta a história de seu pai. O candidato se diz “muito tranquilo” em relação ao caso e afirmou que a produção não recebeu dinheiro público.
“De forma definitiva, não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento, um patrocínio para uma empresa privada sem nada de dinheiro público, não fui buscar Lei Rouanet”, comentou.
Combate ao crime
O candidato também se comprometeu a combater as organizações criminosas no Brasil e disse que vai declarar facções como Comando Vermelho e PCC (Primeiro Comando da Capital) como terroristas.
“Exército, Marinha, Aeronáutica, com o poder de polícia que têm, vão ajudar as forças estaduais a combaterem os narcoterroristas aqui no Brasil. E uma das primeiras coisas que eu vou fazer enquanto presidente da República é declarar Comando Vermelho, PCC e milícias como organizações terroristas”, declarou.
Ele ainda negou uma possível interferência dos Estados Unidos. “Não vai chegar alguém aqui e pegar o governo, o presidente da República, ministro e vai tirar do Brasil. Não tem nada disso. O que acontece é o que sempre houve, acordos de cooperação na parte de inteligência, na parte de recursos humanos, troca de informações”, explicou.
Fim da escala 6×1
Sobre a proposta que prevê o fim da escala 6×1, que deve ser analisada pelo Senado nesta semana, Flávio evitou dizer como deve votar. O candidato defendeu que o trabalhador tenha liberdade para escolher a própria jornada e seja remunerado de acordo com a quantidade de horas trabalhadas.
A proposta apresentada por Flávio prevê que a jornada seja definida por acordo entre trabalhador e empregador, com remuneração proporcional às horas trabalhadas.
A ideia se contrapõe à proposta em discussão no Congresso, que prevê a redução da jornada semanal para 40 horas e o fim da escala de seis dias de trabalho.
“Eu defendo a liberdade do trabalhador. O trabalhador vai trabalhar quantas horas ele quiser. Ele vai ter a flexibilidade, a liberdade de decidir e vai ser remunerado pela quantidade de horas que ele quer trabalhar”, afirmou.
IA para controle de gastos
Na área econômica, o senador quer utilizar inteligência artificial para ampliar o controle sobre os gastos públicos. Segundo Flávio, caso seja eleito, em até um ano terá a tecnologia atuando sobre todas as despesas do governo.
A proposta faz parte de um plano de governança digital, que, segundo ele, também envolveria licitações, emendas parlamentares e nomeações para cargos públicos.
“Desde a água que o governo compra até as grandes licitações, passando pelo controle das emendas parlamentares, pelas nomeações das pessoas que vão trabalhar no governo”, afirmou.
Para Flávio, a medida teria como objetivo equilibrar as contas públicas e reduzir gastos, com foco no combate à burocracia e aos impostos. O senador também prometeu cortar cargos comissionados.
O candidato afirmou que quer promover uma mudança ampla na estrutura do Executivo e disse que seu governo seria formado por pessoas honestas e competentes, interessadas em deixar um legado para o país.
“Com combate a corrupção, uma governança feita com inteligência artificial, com transparência para controlar cada centavo de dinheiro público e com pessoas honestas e competentes, eu tenho a convicção que as contas do Brasil rapidamente vão voltar a se encaixar”, completou.
Empreendedorismo
Na educação, Flávio Bolsonaro quer estimular o empreendedorismo entre os jovens e ampliar as oportunidades para quem está entrando no mercado de trabalho.
O candidato disse que quer que os jovens brasileiros tenham como referência empreendedores como Elon Musk, em vez de serem atraídos pelo crime.
“O jovem tem que sonhar em ser o Elon Musk, não ser o dono da boca de fumo da sua rua, como infelizmente acontece hoje em muitas comunidades que são dominadas por marginais”, declarou.
Entre as propostas, está a criação do programa “Minha Primeira Empresa”, voltado à capacitação e orientação de jovens interessados em abrir o próprio negócio. Segundo o candidato, a iniciativa também prevê acesso a crédito.
Flávio defendeu ainda mudanças na grade curricular das escolas, com a inclusão de conteúdos relacionados ao empreendedorismo, à educação moral e cívica e à tecnologia.
Segundo ele, o objetivo é preparar os estudantes para o mercado de trabalho e combater o que classificou como “doutrinação” nas salas de aula.
O candidato também afirmou que pretende ampliar os investimentos em ensino técnico e tecnologia. De acordo com Flávio, a formação de mão de obra qualificada será necessária para acompanhar os investimentos na construção de data centers no país.
Saúde
Flávio Bolsonaro prometeu ampliar o uso de tecnologia no SUS (Sistema Único de Saúde), integrar os sistemas de saúde dos municípios, estados e da União e utilizar inteligência artificial para melhorar a gestão da rede pública.
Segundo ele, o orçamento federal destinado à saúde pública gira em torno de R$ 250 bilhões por ano. A proposta envolve direcionar parte dos recursos para a modernização tecnológica do SUS.
Flávio também disse que pretende levar para a rede pública metodologias e tecnologias utilizadas em hospitais particulares. Para comandar a área, citou o médico Claudio Lottenberg, do Hospital Israelita Albert Einstein, como nome escolhido para o Ministério da Saúde.
“Eu quero implementar no SUS o padrão Einstein de atendimento. Eu quero levar para a rede pública, para você que usa o SUS, o mesmo tratamento, a mesma metodologia, a mesma tecnologia, o mesmo atendimento de qualidade que as pessoas ricas têm”, declarou.
A proposta inclui a criação de uma plataforma do governo para celulares, permitindo que usuários consultem a disponibilidade de vagas para cirurgias e identifiquem unidades de saúde com menor tempo de espera.
O sistema também seria utilizado para localizar unidades de saúde mais próximas e com menor demanda, tanto em atendimentos de emergência quanto em cirurgias eletivas.
O candidato citou situações como febre, diarreia e fraturas como exemplos de casos em que a ferramenta poderia facilitar o acesso ao atendimento.
Flávio quer ainda criar um protocolo eletrônico unificado em todo o país, conectando os sistemas de saúde das diferentes esferas de governo. Segundo ele, a medida permitiria melhorar a organização do atendimento e reduzir o tempo de espera.
Indicações ao STF
Sobre o Supremo Tribunal Federal, Flávio Bolsonaro se comprometeu a indicar, caso seja eleito presidente, ministros contrários ao aborto e às drogas. O candidato também disse que buscará nomes que classifica como “patriotas” e comprometidos com a segurança jurídica e a recuperação da credibilidade da Corte.
“Vou indicar homens e mulheres que sejam comprometidos em serem contra o aborto, em serem contra as drogas e que não usem a caneta para fazer injustiça com ninguém. […] Se eu indico o nome agora, já começa a tomar uma saraivada de matérias do jornal sem parar. Mas o perfil vai ser esse: homens e mulheres que sejam de verdade patriotas e que pensem em trazer segurança jurídica de volta e resgatar a credibilidade do Supremo”, afirmou.
Fonte: Rede Record


