
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas subiu 2,3 pontos em agosto, alcançando 111,7 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador subiu 0,3 ponto, para 110,8 pontos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). Após recuar em julho, o Indicador de Incerteza Econômica volta a subir neste mês, impulsionado apenas pelo componente de Mídia.
“Com a proximidade das eleições, o resultado de agosto reflete o debate público em torno das contas públicas e das políticas econômicas propostas pelos candidatos. Outros fatores também contribuíram para a alta da incerteza, entre eles os impactos potenciais do El Niño e do conflito no Oriente Médio sobre a trajetória da inflação doméstica, além das dúvidas em relação à trajetória da taxa de juros no Brasil, diante de diferentes fatores que podem influenciar as decisões de política monetária. Com o resultado de agosto, o IIE-Br retorna ao nível moderadamente elevado de incerteza e deverá flutuar próximo a esse patamar nos próximos meses”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
Componentes de Mídia e de Expectativas
O componente de Mídia do IIE-Br subiu 2,8 pontos, para 111,6 pontos, contribuindo positivamente com 2,4 pontos para o resultado agregado. O componente de Expectativas – que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas -, por sua vez, recuou 0,8 ponto no mês, passando a 106,9 pontos e contribuindo negativamente com 0,1 ponto para a alta do IIE-Br.


