
As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$8,1 bilhões em julho de 2026, ante déficit de US$6,9 bilhões em julho de 2025. Na comparação interanual, o superávit da balança comercial diminuiu US$0,2 bilhão, enquanto os déficits em serviços e em renda primária aumentaram US$0,5 bilhão e US$ 0,4 bilhão, respectivamente. O déficit em transações correntes acumulado em doze meses até julho de 2026 somou US$62,9 bilhões (2,49% do PIB), ante US$61,7 bilhões (2,47% do PIB) no mês anterior e US$75,9 bilhões (3,51% do PIB) em julho de 2025.
O superávit da balança comercial totalizou US$6,2 bilhões em julho de 2026, ante US$6,4 bilhões em julho de 2025. As exportações de bens totalizaram US$34,2 bilhões, incremento de 5,7% na comparação interanual, enquanto as importações de bens somaram US$28,1 bilhões, elevação de 8,1%.
O déficit na conta de serviços totalizou US$5,3 bilhões em julho de 2026, ante US$4,8 bilhões em julho de 2025. Houve aumentos nas despesas líquidas de transporte (26,3%), totalizando US$1,4 bilhão; de telecomunicação, computação e informações (27,6%), somando US$1,0 bilhão; e de propriedade intelectual (27,4%), US$ 1,0 bilhão. As despesas líquidas de viagens internacionais somaram US$1,6 bilhão, 7,9% superiores às de julho de 2025, com redução de 2,9% nas receitas e aumento de 3,7% nas despesas, para US$2,5 bilhões.
O déficit em renda primária somou US$9,4 bilhões em julho de 2026, ante US$ 9,0 bilhões registrados em julho de 2025. As despesas líquidas de lucros e dividendos, associadas aos investimentos direto e em carteira, totalizaram US$4,8 bilhões, mesmo patamar observado em julho de 2025. As despesas líquidas com juros somaram US$4,6 bilhões, 10,4% superiores às observadas em julho de 2025 (US$4,2 bilhões).
Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$7,5 bilhões em julho de 2026, ante US$8,4 bilhões em julho de 2025. Houve ingressos líquidos de US$7,2 bilhões em participação no capital, dos quais US$2,7 bilhões em participação no capital exceto lucros reinvestidos e US$4,5 bilhões em lucros reinvestidos no país; e de US$0,3 bilhão em operações intercompanhia. O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$88,4 bilhões (3,50% do PIB) em julho de 2026, ante US$89,3 bilhões (3,58% do PIB) em junho de 2026 e US$68,3 bilhões (3,16% do PIB) em julho de 2025.
Os investimentos em carteira no país tiveram ingressos líquidos de US$1,1 bilhão em julho de 2026. Os investimentos em ações e fundos de investimento no mercado doméstico registraram ingressos líquidos de US$1,9 bilhão, enquanto os investimentos em títulos no mercado doméstico, saídas líquidas de US$0,7 bilhão. Nos doze meses encerrados em julho de 2026 os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$19,1 bilhões.
A aquisição líquida de criptoativos com passivo correspondente, sobretudo stablecoins, compilada em Outros Investimentos – Ativos – Moedas e depósitos, totalizou US$0,6 bilhão em julho de 2026, ante US$2,6 bilhões no mês anterior e US$1,4 bilhão em julho de 2025.
Reservas internacionais
As reservas internacionais totalizaram US$369,7 bilhões em julho de 2026, aumento de US$2,2 bilhões em relação a junho. Contribuíram para o aumento do estoque o retorno líquido em operações de linha com recompra, US$2,1 bilhões; as variações por paridades, US$1,0 bilhão; e as receitas de juros, US$0,9 bilhão. As variações por preço, US$1,6 bilhão, contribuíram para reduzir o estoque.


