
Após sucessivas quedas, o Ibovespa B3 emendou a segunda alta em agosto, mesmo que leve, com o exterior pesando no pregão. Nesta quinta-feira (20), a principal referência do mercado acionário brasileiro valorizou 0,06%, aos 167.927,15 pontos, com suporte de commodities. ”O gatilho (da cautela global) é a nova escalada entre EUA e Irã, depois que Trump prometeu um pacote de medidas econômicas duras contra Teerã, o que jogou o petróleo para cima e devolveu a cautela aos mercados globais”, apontou Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
As tensões fizeram o petróleo subir mais uma vez, o que impulsionou as empresas ligadas a commodity. O minério de ferro foi outro que ganhou valor no pregão de hoje, o que alavancou a Vale. ”Quando esses dois ativos fazem altas dessa magnitude, é muito difícil o Ibovespa não seguir uma direção semelhante. Na contramão, o setor bancário está com uma performance ruim no pregão de hoje e pode acabar revertendo a alta do índice”, destacou Lucas Xavier, chefe da mesa de renda variável e sócio da AW Capital.
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 169.752,35 pontos na máxima intradiária e 166.965,79 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 26,2 bilhões. A mais nova escalada no Oriente Médio disseminando uma cautela geral também impactou o câmbio. No fim do dia, o dólar comercial subiu 0,32%, a R$ 5,19.
Bolsas de Nova York
Nem a recompra de títulos do Tesouro dos EUA fizeram as bolsas de Nova York se livrarem da aversão a risco global. Assim, no pregão, o Dow Jones caiu 1,31%, o S&P perdeu 0,86% e o Nasdaq recuou 1%.
(*) com B3


