
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira uma operação para combater uma facção criminosa suspeita de usar impressoras 3D para fabricar armas e usá-las na prática de homicídios. Diversos mandados são cumpridos nas cidades de Canoas, Portão, Eldorado do Sul, Montenegro, Triunfo, São Leopoldo.
Segundo informações da Record, 16 pessoas já foram presas. Em relato à reportagem, o delegado Alencar Carraro, que lidera a ofensiva, comentou que a investigação do Denarc apurou a existência de um grupo que trabalhava na fabricação e distribuição de armamentos, alguns de grosso calibre.
O delegado Wesley Lopes, responsável pela investigação, destacou que “a investigação permitiu identificar uma estrutura criminosa organizada que incorporou a tecnologia de impressão 3D à fabricação clandestina de armas de fogo. “Além da produção dos armamentos, foi possível identificar divisão de tarefas, logística para circulação dessas armas e a atuação de integrantes que, mesmo recolhidos ao sistema prisional, permaneciam participando da dinâmica criminosa. A operação busca interromper essa cadeia de produção e impedir que novos armamentos sejam colocados à disposição da criminalidade”, explicou Lopes.
Apreensão gera operação
As investigações tiveram início em novembro de 2025, após ação da 2ª DIN/DENARC que resultou na prisão em flagrante de um investigado e na apreensão de armas de fogo produzidas com utilização de tecnologia de impressão 3D, além de impressoras 3D, peças e componentes destinados à fabricação desses armamentos, munições e aparelhos eletrônicos.
A partir dessa apreensão, a Polícia Civil aprofundou as diligências e identificou uma estrutura criminosa organizada e a existência de uma cadeia clandestina de produção de armas de fogo por meio de impressão 3D, envolvendo aquisição de equipamentos, insumos e componentes, fabricação e montagem dos artefatos, realização de ajustes e testes de funcionamento, além da posterior circulação e comercialização dos armamentos no meio criminoso.
Conforme apurado, a organização mantinha uma estrutura voltada à produção e circulação desses armamentos, com integrantes com conhecimento técnico para a fabricação e montagem das armas e o emprego de impressoras 3D.
Fonte: Correio do Povo


