
O setor de bares e restaurantes registrou crescimento médio de 7% no consumo em junho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados da Mastercard SpendingPulse™, compilados pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR). O resultado, embora positivo, revela um cenário heterogêneo no ritmo de expansão entre estados e regiões do país. Santa Catarina apresentou o maior crescimento entre os estados analisados, com alta de 12,4% no consumo em bares e restaurantes em junho, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 11,6%. Pernambuco e São Paulo tiveram os menores avanços, de 5% e 5,5%, respectivamente.
“Os números mostram um setor que continua crescendo, mas também deixam claro que esse movimento não ocorre de maneira uniforme. Existem mercados mais maduros, como São Paulo, e outros que vêm ganhando velocidade, especialmente em regiões do interior. Para o empresário, entender essas diferenças é fundamental para identificar oportunidades e tomar decisões mais precisas”, afirma Fernando Blower, presidente -executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR).
Apesar do crescimento de 5,5% em junho, São Paulo continua sendo o principal mercado do país, concentrando 38,8% do setor. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 11,5% de participação, e Minas Gerais, com 8,5%. Santa Catarina representa 5,1% do mercado nacional.
Crescimento acumulado chega a 11%
No acumulado dos últimos 12 meses até junho, o cenário permanece positivo. O crescimento médio nacional chegou a 11%, com o Distrito Federal na liderança, registrando alta de 11,6%. Rio de Janeiro e Bahia aparecem na sequência, ambos com 11,5%, seguidos por Pernambuco, com 11,3%. São Paulo apresentou aumento de 10,8% no período, enquanto Minas Gerais e Santa Catarina mostraram altas de 10,6% e 10,5%, respectivamente. O Rio Grande do Sul teve avanço de 8,7%.
Para a ANR, os resultados reforçam a importância de observar o desempenho regional para além dos grandes centros. Entre as mesorregiões analisadas no Sul e Sudeste, Santa Cruz do Sul–Lajeado alcançou expansão de 18,5% em junho, muito acima da média nacional de 7%. No acumulado de 12 meses, Governador Valadares liderou entre as 50 regiões analisadas, com crescimento de 17,9%, seguida por Caxias do Sul, com 17,3%; Volta Redonda–Barra Mansa, com 15,6%; Cascavel, com 14,2%; e Varginha, com 13,9%.
“O desempenho de cidades e polos interioranos é um dos movimentos que mais chamam atenção. Ele mostra que as oportunidades de expansão do setor não estão concentradas apenas nas capitais e grandes regiões metropolitanas. Há mercados regionais apresentando crescimento consistente e que podem ganhar cada vez mais relevância no mapa do consumo fora do lar”, avalia Fernando Blower.
Na outra ponta, algumas regiões demonstram crescimento mais moderado. Ipatinga teve queda de 1,5% em junho e, no acumulado de 12 meses, registrou alta de apenas 2,2%. Santa Maria e Uberlândia apresentaram alta de 3,9% e 4,7%, respectivamente. O levantamento evidencia, assim, um setor em expansão, mas marcado por diferenças regionais importantes. Para as empresas, acompanhar essas variações pode ajudar a identificar mudanças na demanda e novas oportunidades de mercado.
O crescimento real foi calculado a partir do crescimento nominal reportado pelo SpendingPulse™, descontada a inflação implícita setorial com base em dados do IBGE/SIDRA. O Mastercard SpendingPulse™ utiliza dados agregados e anonimizados da Mastercard para medir vendas no varejo em mercados selecionados, e contempla diferentes formas de pagamento.


