
Todas as capitais do IVAR registram aceleração no acumulado em 12 meses. O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) de julho de 2026 registrou alta de 0,66%. Com este resultado, a variação acumulada em 12 meses passou de 4,46% em junho para 5,08% em julho. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 06, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGVIbre).
“A dinâmica continua sendo explicada principalmente pelos fatores de oferta e demanda. Pelo lado da demanda, os juros ainda elevados mantêm o crédito imobiliário em patamar restritivo. Ao mesmo tempo, os reajustes dos contratos passam a refletir cada vez mais as condições locais de mercado. A desaceleração da inflação e a moderação observada nos principais indexadores desde 2024 contribuem para reduzir a intensidade dos reajustes, ainda que a demanda por locação permaneça sustentada em diversas capitais.
Pelo lado da oferta, observa-se expansão relevante dos estoques habitacionais associados ao Minha Casa, Minha Vida, cuja oferta final cresceu 20,6% em 12 meses. Porém, como grande parte dessas unidades se destina à ocupação pelos próprios compradores, o impacto sobre a oferta de imóveis direcionados para locação tende a ser gradual.
Soma-se a isso a destinação de parte do estoque residencial para modalidades de locação temporária em mercados específicos, reduzindo a disponibilidade de imóveis para aluguel tradicional em determinadas áreas urbanas. Dessa forma, os fundamentos atuais reduzem a probabilidade de queda dos aluguéis no horizonte próximo, mas também sugerem menor espaço para acelerações expressivas do IVAR.”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
Em julho de 2026, o IVAR registrou alta mensal dos aluguéis em todas as capitais pesquisadas. Em Porto Alegre, os preços subiram 1,14%, a maior variação entre as capitais. Em Belo Horizonte, os aluguéis subiram, em média, 0,62%. No Rio de Janeiro, o aumento foi de 0,49%. Por fim, em São Paulo, os preços de locações residenciais passaram de uma queda de 0,19% no mês anterior para um aumento de 0,45%, refletindo uma moderada recuperação.
Expressiva aceleração em Porto Alegre no acumulado de 12 meses
A leitura interanual do aluguel residencial ganhou fôlego em todas as capitais analisadas. Porto Alegre liderou a aceleração, com a taxa em 12 meses saltando de 3,06% em junho para 4,12% em julho de 2026. Em Belo Horizonte, o movimento também foi relevante: a taxa de variação passou de 7,07% para 7,77% no mesmo período. No Rio de Janeiro passou de 5,87% para 6,40% em julho. Por fim, São Paulo registrou diferença de 0,38 p.p na taxa de variação acumulada em 12 meses em julho em comparação a junho.


