
Pesquisa realizada pela Abecs, associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, em parceria com o Instituto Datafolha, aponta que o Dia dos Pais de 2026 deve movimentar cerca de R$ 9 bilhões em compras em todo o País, crescimento de 13,3% em relação ao ano anterior. O levantamento foi conduzido pelo Instituto Datafolha entre os dias 8 e 12 de junho de 2026, com 1.996 entrevistados em todo o País.
Na comparação com 2025, a intenção de presentear avançou 2 pontos percentuais, passando de 42% para 44%. O levantamento também mostra o fortalecimento do uso dos cartões de crédito e débito como forma de pagamento, cuja participação passou de 37% em 2024 para 40% em 2025 e alcançou 44% em 2026. Os dados indicam que 44% dos consumidores planejam adquirir presentes para a data, o que representa aproximadamente 73 milhões de pessoas.
O valor médio destinado às compras é estimado em R$ 231, ante R$ 194 em 2025 e R$ 181 em 2024. Entre os homens, a média chega a R$ 266, enquanto entre as mulheres a previsão de gasto é de R$ 196. De acordo com o estudo, a intenção de compra varia conforme o perfil dos consumidores. Entre pessoas com ensino superior e nas classes A/B, o percentual atinge 50%, enquanto entre os menos escolarizados (ensino fundamental) é de 33% e nas classes D/E é de 37%.
Lojas físicas
Em relação ao local de compra, as lojas físicas permanecem concentrando as vendas de presentes para a data e somam a preferência de cerca de dois terços dos entrevistados (64%). Já o comércio eletrônico é citado por 35% dos consumidores. Entre os consumidores que pretendem utilizar cartão de crédito, 62% indicam a intenção de parcelar a compra. “O cartão de crédito é um importante aliado do consumidor ao oferecer flexibilidade e a possibilidade de parcelamento. Isso permite que as famílias planejem melhor o orçamento e façam suas compras para uma data especial como o Dia dos Pais com mais tranquilidade”, destaca Ricardo de Barros Vieira, vice-presidente executivo da Abecs.
No que se refere à escolha dos presentes, a categoria de vestuário – roupas, calçados e tênis – lidera com 57% das menções. Em seguida, aparecem cosméticos e perfumaria, com 19%, e acessórios, como relógios e carteiras, com 11%. Eletrônicos (5%) e utensílios domésticos (3%) completam a lista.


