
O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do FGV IBRE subiu 0,4 ponto em julho, para 85,5 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,3 ponto, para 84,9 pontos. A confiança do comércio avançou pelo segundo mês e com influência tanto da melhora na percepção sobre a demanda presente quanto das expectativas. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV//Ibre).
“Mesmo com sequência favorável, ainda é preciso cautela, dado que a alta ainda não compensa a queda ocorrida anteriormente e o resultado não tem sido disseminado entre as atividades. Mesmo com mercado de trabalho aquecido, e com alta da renda, os consumidores não têm aumentado sua confiança no mesmo ritmo e isso tem rebatido no varejo. Para os próximos meses, é difícil imaginar um aumento significativo da confiança dado o cenário atual de desafios macroeconômicos e turbulências vindas do ambiente internacional”, comenta Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV IBRE.
Em julho, a confiança oscilou entre os seis segmentos pesquisados, com três em alta e três em queda. O resultado refletiu a oscilação tanto nas avaliações sobre a situação atual quanto nas expectativas em relação aos próximos meses.
O Índice de Expectativas do Comércio (IE-COM) avançou 0,6 ponto, alcançando 86,5 pontos. Os quesitos que o compõem apresentaram resultados no mesmo sentido: o indicador que avalia as expectativas sobre a tendência dos negócios chegou a 85,4 pontos, com um incremento de 0,8 ponto comparado ao mês anterior. Já o que avalia às vendas Previstas subiu para 88,2 pontos, registrando um aumento de 0,4 ponto, sendo a terceira alta consecutiva.
O Índice de Situação Atual (ISA-COM) avançou 0,3 ponto, para 85,2 pontos. O indicador que avalia o volume de demanda atual registrou 87,0 pontos, com um diferencial de 2,9 pontos em relação ao mês anterior, após dois meses de queda. Em contraste, o indicador que mede a situação atual dos negócios caiu 2,3 pontos, chegando a 83,8 pontos.


