
A prefeitura de Não-Me-Toque publicou nesta quarta-feira o decreto que declara situação de emergência nas áreas do município afetadas pelo vendaval ocorrido na tarde da última segunda-feira. Conforme o levantamento realizado pelas equipes municipais, aproximadamente 300 residências foram diretamente afetadas, impactando cerca de 1.200 pessoas.
A prefeitura ressalta que a medida foi adotada após a avaliação técnica realizada pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, que constatou danos significativos provocados pelo evento climático, incluindo destelhamentos, queda de árvores, alagamentos, danos à infraestrutura urbana e rural, comprometimento de estradas e prejuízos a residências e serviços públicos.
Além disso, o prefeito Gilson dos Santos aponta que a decretação da situação de emergência permite ao município agilizar as ações de resposta e recuperação das áreas atingidas, possibilitando a mobilização de recursos, a atuação integrada dos órgãos públicos, a convocação de voluntários, a realização de campanhas de arrecadação e, quando necessário, a adoção de medidas administrativas previstas na legislação para atender com maior rapidez às necessidades da população.
A prefeitura reforça ainda que todas as equipes seguem mobilizadas no atendimento às famílias afetadas, na recuperação da infraestrutura e no levantamento contínuo dos danos causados pelo temporal. A administração municipal também orienta que a população continue acompanhando os canais oficiais de comunicação, onde serão divulgadas novas informações e orientações sempre que necessário.
A MetSul Meteorologia avalia que uma microexplosão atmosférica ou um downburst, uma corrente violenta de vento descendente que se estende se forma radial ao atingir a superfície, pode ter sido causa dos extensos e graves danos observados no temporal que atingiu a cidade na tarde de segunda-feira. O fenômeno ocorre quando uma intensa corrente de ar desce da nuvem em direção ao solo e, ao atingir a superfície, espalha ventos muito fortes em várias direções.
Fonte: Correio do Povo


