
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 2,9 pontos em julho, para 97,2 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,4 ponto, para 98,1 pontos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). Em julho, a confiança da indústria teve sua maior queda desde setembro do ano passado.
“Nas avaliações sobre o presente, nota-se movimento de recomposição nos estoques após um primeiro semestre de normalização do indicador. Apesar da queda pontual na demanda, o patamar ainda é satisfatório, sobretudo nos setores relacionados à bens de consumo duráveis. Em relação ao futuro, o resultado reflete aumento da instabilidade relacionada às novas tarifas de importação norte americanas. A piora da confiança espalhada entre os setores acende um alerta para os próximos meses, em que se intensificarão os debates sobre as eleições, o que pode elevar o nível de incerteza. Em paralelo, o cenário macro segue dividido, com juros elevados e inflação ainda pressionada, contra políticas de estimulo setoriais e um mercado de trabalho estável.”, comenta Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE.
Em julho, houve queda da confiança em 14 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela Sondagem. O resultado refletiu a piora tanto nas avaliações sobre a situação atual quanto nas expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 2,2 pontos, para 99,9 pontos. O Índice de Expectativas (IE) retrocedeu 3,7 pontos, para 94,6 pontos, alcançando o menor patamar desde dezembro de 2025.


