
A Polícia Civil, após coibir facções que, entre 23 e 29 de junho, deixaram dez mortos, em Porto Alegre, agora trabalha na descapitalização dos responsáveis. Nesta quarta-feira, em entrevista à Rádio Guaíba, que pode ser vista aqui, o diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mario Souza, explicou a consequência dos assassinatos ao lucro do tráfico.
“Essa foi a primeira vez, neste ano, que atritos entre facções geraram aquilo que ninguém quer: mortes. É justamente isso que não pode ocorrer, pois a violência transborda para a sociedade. Logo, junto à Brigada Militar, saturamos os pontos de tráfico, dificultando, assim, a venda de drogas”, disse Mario Souza.
Também ocorreram buscas em presídios, somando revista de detentos e apreensões nas celas. Ademais, transferências, ao Sistema Penitenciário Federal (SPF), inclusive, permanecem sob avaliação.
“Fizemos ações, ao lado da Polícia Penal, nas celas de lideranças do crime organizado. Igualmente, podemos adotar medidas ainda mais severas, se preciso, como transferência de presos”, avisou Souza.
Demais ações incluem dilapidar o patrimônio individual e familiar de cada traficante, ou seja, o congelamento de suas contas bancárias. Em suma, atingir outras fontes de renda, além do tráfico.
“Estudamos fazer operações contra lavagem de dinheiro. Seria uma ação drástica, mas o recado é claro: se as facções matarem, terão prejuízo financeiro”, alertou Mario Souza.


