
Em maio, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$21,5 trilhões (164,2% do PIB), com avanço mensal de 1,6%. Esse resultado refletiu, principalmente, os aumentos de 2,9% nos títulos públicos e de 2,5% nos empréstimos externos. Em 12meses, houve crescimento de 12,2%, destacando-se as elevações em títulos públicos (17,6%), empréstimos do SFN (9,2%) e títulos privados de dívida (19,0%).
O crédito ampliado às empresas atingiu R$7,2 trilhões em maio (54,7% do PIB), com crescimento de 1,5%, resultado das elevações nos saldos dos empréstimos externos (2,5%), que refletiram a depreciação cambial no mês (1,37%), e dos títulos de dívida (1,7%). Em 12 meses, a expansão de 6,9% foi impulsionada pelo incremento nos títulos de dívida (17,5%).
O estoque total de crédito do SFN somou R$7,3 trilhões em maio, crescimento de 0,6% no mês, com aumentos de 0,7% nas operações com empresas e de 0,5% nas com famílias, que alcançaram R$2,7 trilhões e R$4,6 trilhões, na ordem. Em doze meses, a carteira de crédito total elevou-se 9,5% (ante 9,6% nos 12 meses até abril), com avanços de 6,8% no crédito às empresas (ante 6,9%) e de 11,2% às famílias (11,2% também no mês anterior).
O crédito com recursos livres atingiu R$4,1 trilhões em maio, com expansões de 0,3% no mês e de 6,9% em 12 meses. No crédito livre às pessoas jurídicas, o estoque aumentou 0,3% no mês e manteve-se estável em 12 meses, totalizando R$1,6 trilhão. Os incrementos nas operações de antecipação de faturas de cartão de crédito, adiantamentos de contratos de câmbio (ACC) e capital de giro com prazo até 365 dias. O crédito livre às pessoas físicas atingiu R$2,5 trilhões, com expansões de 0,3% no mês e de 11,7% em 12 meses, sendo determinantes os avanços em crédito consignado para trabalhadores do setor privado e para servidores públicos, e no cartão de crédito à vista.
FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO
O crédito direcionado somou R$3,2 trilhões em maio, com incrementos de 0,9% no mês e de 13,1% em 12 meses. O crescimento de 1,2% na carteira de financiamentos imobiliários com taxas reguladas para pessoas físicas. As concessões totais sazonalmente ajustadas cresceram 0,7% no mês, com retração de 1,0% nas operações com pessoas jurídicas e expansão de 0,4% nas operações com pessoas físicas.
A taxa média de juros das concessões alcançou 33,4% ao ano em maio, com redução de 0,1 ponto percentual no mês e aumento de 1,7 ponto percentual em 12 meses. O spread bancário diminuiu 0,1 ponto percentual no mês e aumentou 1,6 ponto percentual em 12 meses, situando-se em 22,1 ponto percentual. A taxa média de juros do crédito livre atingiu 49,5% ao ano com altas de 0,1 ponto percentual no mês e de 3,7 pontos percentuais em 12 meses. No crédito livre para empresas, a taxa média aumentou 0,3 ponto percentual no mês e 1,0ponto percentual em 12 meses, alcançando 25,2% ao ano. Prevaleceu o efeito da elevação das taxas de juros (efeito taxa), com destaque para o aumento das taxas médias de capital de giro com prazo superior a 365 dias (1,3 ponto percentual ) e de cheque especial (11,0 pontos percentuais ).
No crédito livre às famílias a taxa média de juros situou-se em 62,8% a0 ano., com redução de 0,2 ponto percentual no mês e aumento de 3,8 pontos percentuais em 12 meses, prevalecendo o efeito da variação das taxas (efeito taxa) em maio. A redução da taxa média de crédito pessoal não consignado total foi destaque (-4,6 pontos percentuais).
A inadimplência da carteira de crédito total do SFN alcançou 4,7%, com incrementos de 0,1 ponto percentual no mês e de 1,0 ponto percentual em 12meses. Nas operações com pessoas jurídicas, a inadimplência situou-se em 3,2%, aumentos de 0,1 p.p. no mês e de 0,5 p.p. em doze meses. No crédito a pessoas físicas, inadimplência de 5,6%, ocorreram elevações de 0,1 ponto percentual no mês e de 1,2 ponto percentual em 12 meses.
No crédito com recursos livres, a inadimplência alcançou 6,2% da carteira, com acréscimos de 0,1 ponto percentual no mês e de 1,0 ponto percentual em 12 meses. Por segmento, os percentuais de inadimplência do crédito livre às empresas e às famílias aumentaram, respectivamente, 0,1 ponto percentual e 0,2 ponto percentual no mês e 0,6 ponto percentual e 1,2 ponto percentual em 12 meses, alcançando 4,1% e 7,6%, na ordem. O endividamento das famílias situou-se em 49,8% em abril, com estabilidade no mês e elevação de 0,9 p.p. em doze meses. O comprometimento de renda permaneceu estável em abril, na comparação com março, e aumentou 1,1 ponto percentual em 12 meses, situando-se em 28,2%.


