
A Prefeitura de Porto Alegre, por meio do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), começou nesta sexta-feira as obras emergenciais de proteção contra cheias na região dos pôlderes 7 e 8, entre os bairros Sarandi e Anchieta, na Zona Norte. Esta é a primeira etapa de um megaprojeto desenhado pelo renomado especialista Professor Carlos Tucci (Engenheiro Civil e PhD), um dos maiores especialistas em hidrologia e gestão de recursos hídricos do mundo. O investimento inicial é de R$ 24,200 milhões, mas o plano definitivo vai passar dos R$ 350 milhões.
O prefeito Sebastião Melo destaca que a intervenção é robusta, foi antecipada para proteger a cidade antes do próximo El Niño e conta com o apoio dos governos estadual e federal.
“Esta obra é fundamental para a Zona Norte da cidade de Porto Alegre e para o Aeroporto Salgado Filho. Nós tomamos a decisão: nós vamos lançar esta obra, e quero agradecer essa governança cooperativa. A obra agora já começou e tem que estar pronta antes do final de julho. A cidade está muito mais protegida. Nós temos dois caminhos numa crise: buscar culpado ou buscar soluções”, declarou Melo.
O novo sistema vai criar uma barreira contra a subida do Rio Gravataí. Quando chover forte na capital, superestações com bombas flutuantes vão jogar a água da cidade por cima dessa estrutura, de volta para o rio. O diretor-presidente do Dmae, Vicente Perrone, desmentiu os boatos de que a obra pode inundar cidades vizinhas como Cachoeirinha e Gravataí. Segundo ele, o consórcio Eurosinos, responsável pela execução da obra, vai trabalhar dia e noite para cumprir o prazo até agosto.
“A gente está mudando a concepção em 4km², uma região pequena perante o tamanho da bacia do Gravataí. Então a gente garante, por todos os estudos técnicos e avaliações da Fepam, que não tem impacto significativo. E a gente não trabalha com extensão de prazo. Se precisar ter atuações noturnas, ou domingo e sábado, a gente vai trabalhar diariamente para garantir a segurança”, assegurou Perrone.
Além da engenharia, a prefeitura reforçou que a obra avança sem a necessidade de remoções imediatas nesta fase, mas que o acolhimento das cerca de mil famílias que vivem nos diques do Sarandi e da Vila Dique continuará sendo tratado em negociações com a Justiça e o Governo Federal.
Fonte: Eduardo Souza / Rádio Guaíba


