
A Polícia Civil investiga se dois ataques a tiros registrados em um intervalo de poucas horas na Zona Norte de Porto Alegre têm relação entre si. O caso mais recente ocorreu por volta das 2h desta sexta-feira, no bairro Passo das Pedras, onde três pessoas foram encontradas mortas. Horas antes, um adolescente de 16 anos havia sido executado no bairro Mário Quintana, em um ataque que também deixou dois jovens feridos.
O triplo homicídio foi registrado na rua Bonifácio Calderon. Conforme a Brigada Militar, uma equipe que realizava patrulhamento na região foi abordada por uma moradora, que informou haver pessoas mortas em uma residência. Ao chegarem ao endereço, os policiais confirmaram a ocorrência.
Um homem e uma mulher foram encontrados mortos dentro do imóvel, enquanto a terceira vítima, também um homem, estava caída na via pública. Todos apresentavam marcas de disparos de arma de fogo.
A área foi isolada para o trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP), e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias, a autoria e a motivação das execuções. Entre as linhas de investigação está a possibilidade de que o crime tenha ligação com outro ataque ocorrido ainda na noite de quinta-feira.
O primeiro caso aconteceu por volta das 20h10min, na rua Seis de Novembro, no bairro Mário Quintana. Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que um carro branco parou em frente a um grupo de jovens. Em seguida, três homens desembarcaram do veículo e efetuaram diversos disparos.
Um adolescente de 16 anos morreu no local. Outros dois jovens, de 19 e 22 anos, ficaram feridos e foram encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Cristo Redentor e ao Hospital de Pronto Socorro (HPS).
De acordo com testemunhas, as vítimas foram surpreendidas por mais de dez disparos. A 5ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (5ª DHPP) trabalha com a hipótese de que três criminosos participaram da ação e não descarta que o ataque esteja relacionado ao tráfico de drogas. A suspeita é reforçada pela quantidade de tiros e pelo calibre das armas utilizadas.
Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil irá apurar se os dois episódios fazem parte da mesma dinâmica criminosa ou se ocorreram de forma independente.
Fonte: Guilherme Sperafico/Correio do Povo


