
A agência de desenvolvimento do Rio Grande do Sul, Invest RS, lançou nesta quinta-feira a pesquisa “O sonho do jovem gaúcho”, que mapeou o comportamento, medos e ambições do grupo, considerado entre os 18 e 32 anos. O estudo, realizado pela ACE Post-Consultancy, em parceria com o governo do Estado, ajudará no desenvolvimento de ações e oportunidades para reter e criar condições para manter jovens no RS.
A pesquisa foi realizada com mil entrevistados. Entre os destaques do estudo, está o apontamento de que 93,6% dos jovens gaúchos estão abertos a deixarem o Estado em busca de melhores oportunidades. Mesmo assim, 45,4% responderam que querem construir uma vida no RS e outros 47% salientaram dúvidas entre saídas temporárias, com previsão retornarem futuramente ao Estado, ou mudanças definitivas para outras regiões do Brasil.
O principal fator apontado que faria os jovens ficarem no RS foi família e vínculos (70,1%). Por outro lado, o maior motivo destacado para uma possível saída do Estado está nas oportunidades com melhores salários (61,2%). A apresentação ocorreu durante o evento Juventude do Amanhã, organizado pelo South Summit Brazil na PUCRS. Na oportunidade, a Invest RS também lançou um movimento entre instituições dedicadas no fortalecimento do RS como local de potencial para jovens prosperarem.
De acordo com o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, os órgãos governamentais e as entidades que atuam na educação e qualificação dos jovens possuem o dever e a responsabilidade de fomentar ações que retenham e atraiam jovens para o RS. “O estudo nos ajudará a entender quais são os desafios e quais as oportunidades. O que os jovens precisam é de um ambiente favorável para que o jovem gaúcho continue sonhando e tendo ambição”, afirmou.
A representante da empresa de consultoria que desenvolveu a pesquisa, Luciana Paim, ainda indicou a necessidade do Estado atualizar narrativas e imagens relacionadas com o “orgulho gaúcho”, criando conexões e argumentos focados em acolher e estimular os jovens. “O sonho desse jovem é que a cultura seja viva, preservando o que tem, mas aberta para que ele possa construir junto. É poder sonhar com possibilidades. Sonhar que é possível criar”, concluiu.
Fonte: Correio do Povo


