
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do FGV IBRE subiu 3,0 pontos em junho, para 100,1 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 1,1 ponto, para 97,7 pontos. Em junho, a confiança da indústria subiu mais uma vez, com melhora mais robusta na percepção atual e recuperação das expectativas sobre os próximos meses. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
Nas avaliações sobre o presente, nota-se continuidade do movimento de escoamento dos estoques, sobretudo nos setores relacionados à bens intermediários. Em relação ao futuro, a redução da incerteza associada ao conflito no Oriente Médio e a acomodação recente dos preços do petróleo contribuíram para uma recuperação do otimismo entre os empresários da indústria de transformação. Apesar da melhora da confiança, o ambiente segue complexo, com juros elevados e inflação ainda pressionada, fatores que podem limitar, em alguma proporção, o consumo de bens industriais ao longo do segundo semestre”, comenta Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE.
Em junho, houve alta da confiança em 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela sondagem. O resultado refletiu a melhora tanto nas avaliações sobre a situação atual quanto nas expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 3,4 pontos, para 102,1 pontos, alcançando o maior patamar desde outubro de 2024. O Índice de Expectativas (IE) subiu 2,7 pontos, para 98,3 pontos, registrando o maior nível desde setembro de 2024.
RESULTADOS POSITIVOS
Entre os indicadores que compõem o ISA, o que exerceu maior influência na variação foi o que mensura a situação atual dos negócios ao avançar 4,2 pontos, para 100,4 pontos, o maior patamar desde novembro de 2024 (103,9 pontos). No mesmo sentido, o nível de estoques recuou 4,1 pontos, para 97,8 pontos, alcançando o menor patamar desde março de 2025 (97,1 pontos). Quando este indicador está abaixo de 100 pontos, sinaliza que a indústria está operando com estoques mais baixos. Em menor proporção, as avaliações sobre a demanda subiram 1,6 ponto, para 103,3 pontos, alcançando o maior nível desde dezembro de 2024 (103,6 pontos).
Com relação às expectativas, houve uma melhora em todos os indicadores sobretudo no que mensura o otimismo sobre a evolução dos negócios para os próximos seis meses. O indicador de tendência dos negócios avançou 3,5 pontos, para 95,0 pontos, atingindo o maior patamar desde maio de 2025 (95,1 pontos). As expectativas de emprego subiram 2,1 pontos, para 100,5 pontos, mantendo uma trajetória de alta por quatro meses consecutivos. Na mesma direção, o indicador de produção prevista avançou 2,0 pontos, para 99,3 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) subiu 0,2 ponto percentual em junho, para 83,0%.


