
O Banco Central divulgou nesta terça-feira, 23, a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,5% para 14,25% ao ano. Apesar da redução, o comitê entende que, devido ao “forte aumento da incerteza” e que o cenário da inflação teria se “deteriorado” desde a última decisão, o que levou o grupo a considerar “diferentes trajetórias” para a taxa básica de juros. As decisões futuras sobre a Selic serão tomadas conforme a evolução do cenário, mas com “serenidade e cautela”.
“No contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços, o Comitê reitera que a magnitude do ciclo de calibração será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta”, informou.
“A principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros do Comitê, foi a de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”.
O que é a Selic?
A Selic representa o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Taxas elevadas encarecem o crédito, limitam o consumo e a produção, podendo desacelerar o crescimento econômico. Na prática, elevações na Selic aumentam os juros aplicados a financiamentos, empréstimos e cartões de crédito, desestimulando a demanda e contribuindo para a contenção da inflação.
A Selic é o principal instrumento para controlar a inflação. Assim, quando reduzida, a expectativa é de que o crédito fique mais barato, o que acaba incentivando o consumo e aquecendo a economia. No caso contrário, a tendência é o encarecimento dos empréstimos e a redução do consumo. Por um lado, ajuda a conter a inflação. Entretanto, os bancos também levam em conta fatores como inadimplência, custos e margem de lucro para definir os juros cobrados.
(*) como R7


