
O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, esteve hoje no estúdio da Rádio Guaíba para falar sobre o programa do governo federal de valorização da Cidadania, intitulado Brasil na Rua, que já percorreu 24 capitais brasileiras em 2026. Em entrevista ao Programa Acontecendo, Boulos destacou que o encontro da cidadania funcionará hoje na Praça da Alfândega, no Centro Histórico da cidade, com atendimento ao público até as SEIS da tarde. Boulos disse que a população terá ao dispor um conjunto de serviços públicos sem agendamento, com a oportunidade de sair do local com demandas plenamente atendidas. Entre os mais procurados estão o Novo Desenrola, para renegociação de dívidas, perícias do INSS e serviços de saúde com vacinação para todas as idades.
O ministro também disse que as pessoas que estão na fila da perícia do INSS, aposentados com problemas na aposentadoria e segurados com outras demandas serão atendidos pelas equipes. Destacou que Caixa Federal e Banco do Brasil também estarão na praça renegociando as dívidas do Desenrola com descontos de 80 por cento em média. Ao ser questionado sobre o episódio de busca e apreensão envolvendo o senador Jacques Wagner, Boulos disse que a ação é uma demonstração da autonomia da Polícia Federal no governo do presidente Lula. Destacou que o senador irá apresentar suas explicações porque ninguém pode ser condenado sumariamente. Boulos disse que não dá para comparar as suspeitas que existem sobre Jacques Wagner com o caso do Flávio Bolsonaro ou do Ciro Nogueira. Disse que uma coisa é ter suspeita e outra é ter provas. Sobre a manutenção do nome de Wagner como líder no Senado, Boulos disse que não se sente à vontade em opinar sobre o caso, deixando à cargo do presidente Lula.
Ao ser questionado sobre o posicionamento do governo Lula sobre investigar agentes sobre quem há suspeitas como os ministros Dias Tóffoli e Alexandre de Moraes, Boulos disse que ninguém está acima da lei, mas é preciso separar o joio do trigo. Para ele, criticar ministro do STF em uma democracia é normal, mas não é admissível conspirar contra seu País usando potências estrangeiras. Disse que não pode atacar instituições federais em nome de interesses particulares, como a direita bolsonarista estaria fazendo hoje em dia. Ao ser questionado sobre o modelo de trabalho 6×1, Bolulos destacou que a lei trabalhista tem que envolver a defesa do trabalhador.
O ministro da Secretaria Geral da Presidência também falou sobre a situação econômica do Rio Grande do Sul. Ao ser questionado sobre o endividamento dos produtores rurais gaúchos que estão querendo se valer do Fundo Social do Pré-Sal, em questão pendente de decisão, Boulos disse que o presidente Lula nunca deixou de atender os gaúchos quando houve o drama das enchentes na região colocou 100 bilhões de reais para atender todas as necessidades urgentes. Destacou que no caso atual dos agricultores que foram afetados por isso e que precisam renegociar suas dívidas é favorável. Disse que se trata de uma pauta do Parlamento que agora está no Senado Federal. Boulos lembrou que o que era um programa de apoio a necessidades dos pequenos produtores se tornou uma festa generalizada para beneficiar grandes produtores do restante do país com dívidas impagáveis que queriam também zerar suas dívidas. Disse que o presidente Lula já fechou acordo sobre o tema e os produtores rurais gaúchos estarão protegidos.
Fonte: Luis Tósca/Rádio Guaíba


